O quartinho

Imagino Lula deitado numa caminha no sindicato de São Bernardo, o quarto improvisado com a luz apagada e ele espiando o céu pela fresta da cortina, sem saber se dorme ou se continua acordado ou se desce até lá embaixo para conversar com os que fazem vigília.
E imagino um cara, um amigão do tempo do sindicalismo, que joga um colchonete no chão, ao lado de Lula, e se estira ali em silêncio, com roupa e tudo, só para dizer que está por perto.
O cara amigo de Lula não fala, porque o sábado pode ser tenebroso, mas de repente Lula desperta e começa a contar histórias e os dois caem na gargalhada.
É o que imagino. Eu ouço as gargalhadas de Lula.

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