O RECADO DE BOLSONARO

Uma informação que não é irrelevante. O general Braga Netto estava com Bolsonaro no helicóptero que foi até o comando de Operações Especiais do Exército em Goiânia agora pela manhã.

Antes, Bolsonaro desceu em Abadiânia, perto de Brasília, e foi a uma lanchonete na BR-060, onde comeu um salgadinho.

Tudo combinado, com claque, selfies (foto) e aplausos. E Braga Netto, ministro-chefe da Casa Civil, estava lá. Os jornais estão dando atenção à aglomeração na lancheria, onde Bolsonaro apareceu de novo sem máscara.

Mas o que interessa é o significado da aglomeração, com grande comitiva, numa área da elite do Exército ao lado de Brasília.

Por que visitar o QG de operações especiais numa hora dessas? E com a participação do general que seria hoje o tutor de Bolsonaro.

Pode ser mais um blefe, mas é um recado óbvio demais.

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PODE?
O assunto do dia é William Waack na CNN falando de racismo nos Estados Unidos.

Faltou o presidente da Fundação Palmares como debatedor.

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PROVOCAÇÃO
A Polícia Federal decidiu que é preciso ouvir Bolsonaro no inquérito sobre os rolos do sujeito com gente da própria PF.

É uma formalidade, dizem. Mas as formalidades podem levar ao imprevisível.

As consequências imprevisíveis existem para os dois lados. Bolsonaro pode ter exagerado nas provocações que fez à PF ao desqualificar servidores e jogar uns contra os outros.

A PF quer ser uma corporação a mando de Bolsonaro e dos filhos dele, e não uma instituição a serviço da Justiça? A resposta é óbvia e pode vir aos poucos.

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