Os fascistas que se acham engraçadinhos

A jornalista Mariliz Pereira Jorge publicou na Folha uma lista de “piadas” do fascistão Leo Lins, que se apresenta como humorista e foi defendido publicamente por Fábio Porchat.

Alguns podem dizer que não se deve publicar essas imundícies, mas é preciso que se saiba o que o sujeito diz em vídeos e shows.

Eu li as bobagens pela primeira vez. As frases como essas abaixo fazem parte, segundo Porchat, da liberdade de expressão.

Mas Porchat se reafirma como um tucano bobão, muito aquém do que chegaram a esperar dele como humorista com algum vínculo com a realidade e um mínimo de compromisso com a democracia.

Eis as besteiras criminosas que fazem a extrema direita rir:

“Preconceito é igual índio, não deveria nem existir”; “cachorro é igual filho com leucemia, um compromisso de 15 anos”; “agora não escraviza mais negro, escraviza boliviano, traz uma flautista pro pokemon tocar”; “se tem feriado da consciência negra, quarta-feira de cinzas deveria ser feriado dos judeus”.

O interessante é que Mariliz fecha seu texto defendendo Porchat, o que é parte do jogo. Eu acho que Porchat se tornou indefensável. E é apenas um humorista mediano.

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