Gênia

laertee

Minha amiga Marília Verissimo Veronese me corrigiu hoje aqui. Escrevi que era “do” Laerte, na Folha, a melhor charge sobre o La Vue (está no texto anterior), o famoso prédio da quitinete do Geddel em Salvador.

É “da” Laerte, alertou a Marília em mensagem aqui mesmo no Face book. É assim que a genial Laerte gosta de ser chamada desde que se assumiu como uma figura feminina, que usa vestidos, pinta-se, enfeita-se e comporta-se como tal.

Aí me lembrei de um texto que li na internet sobre ela e que começava assim: Laerte, chargista da Folha, afirma que o golpe…

O texto não usava o artigo e escapava do enquadramento de gênero. E seguia o texto: Laerte isso, Laerte aquilo… E nunca aparecia “a” Laerte.

No meu caso, foi erro mesmo, porque eu, a Marília, todos nós sabemos que Laerte quer ser a Laerte, porque é a Laerte. Respeite-se e pronto.

O que importa é que ela continua sendo uma gênia. Palavra que, fui ver, não existe no Houaiss, mas que acabamos de criar agora para usar apenas para a Laerte.

 

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