Oportunistas

Paulinho da Força pegando carona na organização da greve. O sujeito, amigo de patos e tucanos da Fiesp, foi um dos líderes do golpe e agora tenta se redimir, não por correção de rumo, mas por oportunismo mesmo.
Ele e outros ‘arrependidos’ da direita não podem ser comparados a ex-batedores de panela que na sexta-feira estarão ao lado dos que combatem não só as tais reformas, mas toda a quadrilha do Jaburu.
Eu conheço, todos nós conhecemos ex-batedores de panela sinceramente constrangidos. Que sejam efetivos, troquem de lado e assumam uma postura crítica, não só na greve.

 

À beira do penhasco

Os jornalistas aliados de tucanos e jaburus nunca vão dizer o que todo mundo sabe: se a greve geral tiver o tamanho esperado, o governo pode começar a cair.
Estão certos os que dizem que rodoviários, aeroviários, metroviários e bancários são decisivos para o êxito da greve. Sempre foram. Mas uma categoria é ainda mais importante desta vez: os professores.
Se as escolas pararem, a quadrilha do Jaburu estará à beira do penhasco. E depois? Haverá eleição indireta? Quem assumirá?
Aí é outra conversa. Vamos por partes.

A lição dos argentinos

Há poucos dias o jornalismo brasileiro dito ‘independente’ deu festivamente a informação sobre uma grandiosa manifestação de rua na Argentina a favor do governo Macri.
Era como se a situação estivesse sob controle. E que o povo adorava o neoliberal que o Brasil tanto quer imitar.
Foi uma festa de efeito rápido. Os argentinos deram a resposta e pararam o país hoje. Fizeram o que o Brasil não consegue fazer. E lá eles não tiveram nenhum golpe recente.
A direita argentina pode ter experimentado o ensaio do que vem por aí. O jornalismo ‘independente’ ficou muito abatido.