O SARAU, BOB DYLAN E EU

O Sarau Elétrico é um bravo sobrevivente numa Porto Alegre alquebrada, que ficou feia e reacionária. Que parece ter apenas a tal orla como atração e como negócio, com um prefeito que só pensa em urbanização nas áreas ricas e que abandonou vilas, ruas, escolas e praças.
Mas o Sarau resiste junto com o Ocidente do Fiapo Barth e faz hoje 20 anos. É um milagre mantido pela Katia Suman, pelo Luís Augusto Fischer e pelo Diego Grando.
Hoje, os três farão uma edição especial, com a canja musical do duo O Bom e Velho, formado por Mário Manga e Ana Deriggi. Começa, como sempre, às 21h.
Bob Dylan esteve duas vezes no Opinião. Eu estive três vezes no Sarau como convidado para ler textos e contar causos. Na minha ida mais recente, fiquei ao lado da Claudia Tajes, e depois teve a canja do Demétrio Xavier.
As fotos que saíram hoje nos jornais sobre o aniversário são do encontro da terça passada, em que por acaso eu estava. Por isso me exibo. Não sou o Sergio Moro pra me esconder numa hora dessas. Viva o Sarau. Viva o Ocidente.

Reverências

Na noite da sessão de autógrafos de Todos querem ser Mujica, no Sarau Elétrico, em outubro, no fim da festa eu vi um rapaz (que não sei quem é) beijar a mão de Luis Fernando Verissimo.
O rapaz se aproximou, requisitou a mão do Luis Fernando, meio que dobrou o corpo em reverência, beijou e foi embora.
O Santiago​ e a Olga​ estavam na mesa com o Luis Fernando e a Lúcia e viram a cena. O escritor ficou meio sem jeito, mas eu achei bonito. Até porque pouco antes eu havia dado um beijo na testa dele.
Todos ali, se estivessem tão desinibidos como o rapaz, poderiam ter beijado a mão do nosso gênio.
Mas o Chico Alencar beijar a mão do Aécio, com tanta mão pra ser beijada…

Viva Luis Fernando

livro

O que posso dizer sobre o encontro de ontem, no Ocidente, no lançamento de Todos Querem Ser Mujica (Editora Diadorim), muita gente já disse.

Um Sarau com meus amigos e leitores, com a Kátia Suman, o Luis Augusto Fischer, o Diego Grando e o Raul Ellwanger já estaria muito bom. E aí aparecem o Luis Fernando e a Lúcia Verissimo. E mais os meus amigos de Rosário, Alegrete, Ijuí, Livramento, Caçapava…

Nem posso tentar citar mais ninguém, porque revi gente que não via há horas. E conheci pessoas com as quais converso há anos pela internet.

Dizem que o próprio autor deve ser o melhor mascate da própria obra. Então, já aviso que dia 10, às 19h, tem lançamento na Feira do Livro.

No mesmo dia 10, antes da sessão de autógrafos, às 17h, participo de um debate sobre crônica e jornalismo com o Carlos André Moreira e o Jorge Furtado, no Centro Cultural Erico Verissimo, na Andradas, 1223.

Claro que estou bem faceiro com o resultado dessa invenção da Denise Nunes e do Flávio Ilha de reunir algumas crônicas em livro, na estreia da Diadorim.

O momento que mais me tocou ontem? Quando Luis Fernando entrou na sala e foi aplaudido com muita vontade.

Obrigado.