O JUIZ RECORDISTA DE VISITAS A MAURICIO MACRI

A Argentina tem mais de um Sergio Moro. São muitos os Moros de estimação da direita, todos encarregados de perseguir Cristina Kirchner e os peronistas ligados a ela e de proteger Mauricio Macri e a máfia formada pela família.

O mais badalado Sergio Moro do momento na Argentina chama-se Mariano Borinsky. É juiz da Câmara Federal de Cassação, um tribunal criminal de recursos que está abaixo apenas da Suprema Corte.

O jornal El Destape sabia que os juízes visitavam Macri na Casa Rosada, mas agora descobriu que Borinksi bateu todos os recordes.

Visitou Macri por 26 vezes, durante os quatro anos de governo, até o ano passado. Vinte e seis vezes, com visitas inclusive à Quinta de Olivos, a residência oficial, aos fins de semana.

Passaram e ainda passam por Borinksi, que chegou a presidir a Câmara Federal, os processos envolvendo Cristina e políticos de esquerda trabalharam nos governos dos Kirchner e também os processos contra a máfia dos Macri.

As visitas escandalosas envolvem ainda outro juiz federal, Gustavo Hornos, conhecido no meio jurídico argentino como militante ativo da direita dentro do Judiciário.

Hornos admitiu que foi à Casa Rosada pelo menos seis vezes porque tem “relação social” com Macri, mesmo que julgue os recursos de processos que envolvem o ex-líder do liberalismo argentino e agora líder da extrema direita. Já Borinsky informou que visitava Macri para jogar paddle.

Os advogados Carlos Alberto Beraldi, Maximiliano Rusconi, Graciana Peñafort e Alejandro Rúa entraram com ações contra os dois, para que expliquem o que faziam de fato nas visitas.

Claro que não vão explicar nada. É provável que tudo fique como está, como acontece no Brasil.

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CAPITAL POLÍTICO
As sabedorias do jornalismo da direita. Título da coluna de William Waack no Estadão:

“Nenhum presidente queimou tão rápido seu capital político”.

Descobrimos então que Bolsonaro tinha um ‘capital político’ e que esse capital não merecia ser queimado.

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HUMOR

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BURRICE
O presidente Luis Arce, da Bolívia, declarou esses dias que a vacina contra a Covbid-19 “é para o povo, e não para as oligarquias”.

Deputados da direita, do grupo Comunidade Cidadã, recorreram ao Ministério Público para que Arce explicasse o que disse.

O próprio MP teve de dizer que Arce havia falado no sentido de que os ricos não terão prioridade na vacinação. A direita às vezes é apenas burra.

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