PIQUENIQUE NO PARCÃO

Por que os movimentos pró-Bolsonaro no Rio Grande do Sul decidiram manter os protestos de domingo no Parcão? Porque o gaúcho de extrema direita desafia qualquer noção de bom senso, mesmo em tempo de pandemia.
Todas as reuniões dos próximos dias com previsão de um número razoável de pessoas, que caracterizem uma aglomeração, foram suspensas.
Mas a extrema direita tem certeza de que pode ser um modelo a toda Terra, desde que o propósito seja o de fechar o Congresso e o Supremo.
O reacionário acha que com ele não acontece nada e não interessa se poderá acontecer com alguém com quem convive.
Só há uma dúvida sobre a manutenção dos protestos. É possível que, como aconteceu nas vezes anteriores em Porto Alegre, a manifestação atraia menos de 200 pessoas.
Se for essa a desculpa, terá sido um pretexto razoável. Um pequeno protesto ao ar livre, num lugar com boa ventilação, talvez não provoque maiores danos, principalmente se um bolsonarista ficar longe do outro.
Teremos piquenique no Parcão, com os brancos ricos antiPT, os brancos da classe média decadente e os remediados que se acham parte do mundo dos ricos.
Preparem-se para um protesto de meia dúzia. Nem o coronavírus vai perder tempo com esse ajuntamento.

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