Apresentam os kids pretos como se fossem os marcianos do golpe

De surpresa, como se saídos do nada, aparecem por todo lado os kid pretos, da turma do general Ridauto Lúcio Fernandes, acusado de articular e instigar a invasão de Brasília no 8 de janeiro.

Chegaram a Ridauto, que se submeteu a busca e apreensão da Polícia Federal, e ficamos sabendo que ele não é um desatinado avulso que filmou e comemorou a invasão.

Ridauto integra uma tropa especial de pelo menos 2.500 militares da elite do Exército. Muitos deles podem ter estado em Brasília, com participação ativa na depredação.

Em junho, o jornalista Allan de Abreu, da revista Piauí, alertou que os kids pretos poderiam ter sido usados como agitadores do golpe. A grande imprensa não deu bola.

Os kids pretos, que agora parecem marcianos para os jornalões, foram treinados nos quartéis para ações de ‘guerra’, mas com o pretexto de que deveriam se preparar para combater terroristas.

Ficamos sabendo que eles têm prestígio no contingente militar. E que está cada vez mais provado o envolvimento de gente dessas tropas, de forma organizada, no 8 de janeiro.

Por que só agora? Por que a imprensa não sabia, até a operação de busca e apreensão na casa do general, que os militares tiveram envolvimento direto nos atos golpistas? Por que só a Piauí se dedicou às suspeitas de que os caras eram de uma turma especial de golpistas?

Por que só agora repetem que o general investigado e os generais Luiz Eduardo Ramos e Eduardo Pazuello (sim, aquele da pandemia) e mais o coronel Mauro Cid são kids pretos, assim apelidados por usarem boinas pretas nos quartéis?

É estranho que, tendo participação relevante no 8 de janeiro (alguns deles com os rostos cobertos), só oito meses depois os kids pretos surjam na grande imprensa como organizadores e destruidores na invasão, como se fossem os marcianos esperados pelos manés.

Sabemos, meio atrasados, que eles foram convocados por Bolsonaro para participar da organização e da operação golpe. Por que a CPI do Congresso nada ficou sabendo antes desse protagonismo de homens treinados para grandes batalhas?

Descobrimos que, ao invés de combater terroristas, como dizem que seria a missão dos kids pretos, o general Ridauto estava ao lado deles na destruição dos prédios dos três poderes.

É um kid preto de quinta categoria, fracassado por ter se revelado um militar incompetente para fazer o que pretendia.

Imaginem o Brasil dependendo desses kid pretos de araque para defender suas fronteiras.

Uma elite que nem golpe sabe aplicar. Mas os manés foram presos, e o general da Swat Tabajara está solto. Ele e todos os outros kids pretos do 8 de janeiro.

São desatinados da segunda divisão da extrema direita fardada.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Website Protected by Spam Master


3 + 3 =