FARDADOS E AMEAÇADOS

A extrema direita não poupa ninguém, muito menos os fardados. No Rio, o alvo agora é o coronel Íbis Silva Pereira (à esquerda), ex-comandante-geral da Polícia Militar.
Pereira é massacrado nas redes sociais por seus vínculos com as comunidades. Acusam o coronel de ligações com o tráfico, porque não é oficial com o revólver sempre apontado para negros e miseráveis.
Em Brasília, o general na fila da fritura é o ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos (à direita). O que ele faz de errado? É excessivamente conciliador e moderado com o Congresso, segundo os olavistas-carluxistas.
O coronel carioca dialoga demais com os pobres, e o general (que é da ativa) dialoga demais com os políticos. O fundamentalismo não quer conversa com ninguém que não seja da turma.
A extrema direita já expulsou seis generais do governo. Poucos dos mandados embora falam, porque a maioria decidiu calar-se. Santos Cruz, que cedeu o lugar a Ramos, é o que mais dá entrevistas, sempre com cutucadas no bolsonarismo.
Mas é um solitário rodeado de silêncios. A situação de Ramos daria nome de filme: um homem sozinho na trincheira.

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