Manuela e Moro

Encontrei Manuela D’Ávila por acaso hoje. Ela me contou que dormiu na metade da entrevista de Sergio Moro ao Roda Viva. Era cordialidade demais numa bancada que não retrucava nada do que Moro dizia e só levantava a bola para o juiz rebater.

Manuela lembrou que um dos perguntadores, o jornalista Fernando Mitre, estava bem diferente do repórter que ela enfrentou em dezembro do ano passado.

Manuela deu uma entrevista ao Canal Livre, da TV Bandeirantes, e Mitre amontoava perguntas em cima de perguntas. Foi um entrevistador duro e incisivo.

Ontem, Mitre era um dos mais cheios de saramaleques. Foi contundente com Manuela e cordial e fofinho diante do juiz. O jornalismo, dependendo das circunstâncias, vira uma conversa de compadres, como virou ontem.

Fizeram 46 perguntas a Sergio Moro. Quase todas com o tom de pergunta de colegial diante de alguém que a professora mandou entrevistar.

Um estudante de jornalismo só aprende coisa ruim vendo uma entrevista como aquela do Roda Viva. Mas fica sabendo pelo menos como não se faz uma entrevista.

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