O CABRA QUE NÃO CONSEGUIU SER CORONEL

Ciro Gomes tentou ser coronel do Nordeste, um coronel bacana, bem ‘muderno’, progressista nos costumes e vago e retórico em relação a questões essenciais da democracia, das lutas sociais e da economia. Não conseguiu, porque o coronelismo entrou em crise.

Ciro saltou fora do ninho e decidiu então que se apresentaria como um cara de esquerda e até andou cortejando Brizola. E saiu a enganar todo mundo, como se pudesse ser uma alternativa a Lula.

Pulou de partido em partido e seduziu muita gente boa, repetindo-se, bradando que era um nacionalista. Muitos, e eu me incluo entre esses, tentaram entender seu dilema de cria do coronelismo de gravata da turma de Tasso Jereissati e imaginaram que em algum momento ele se livraria de suas origens comprometedoras.

Não se livrou de nada, apenas reafirmou o que de fato é. Ciro fracassa há quase duas décadas como candidato a presidente e sempre põe a culpa em alguém. E a culpa é das esquerdas, de Lula, de Haddad, do PT, nunca é dele.

Agora, desorientado, tenta flanar num espaço imaginário e idealizado de centro-direita que tem ódio ao PT e não quer mais saber de Bolsonaro. É nesse centro movediço que ele tenta se acomodar.

Por isso o cara que não conseguiu ser coronel ataca de novo as esquerdas, como atacou os sites DCM e 247 e os jornalistas Kiko Nogueira e Paulo Moreira Leite, que ele considera a serviço do lulismo e do petismo. É da sua índole de direita.

Ciro usa a mesma tática desqualificadora e mentirosa dos filhos de Bolsonaro. Acha que se aproxima do centro reacionário que irá festejá-lo, mas está cada vez mais perto da extrema direita.

Que sina. Ciro afastou-se dos coronéis e aproximou-se dos milicianos.

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