O MASSACRE

Se quiserem e se não sucumbirem a uma trégua, a Globo e a Folha poderão triturar os Bolsonaros.
O bolsonarismo ressuscitou o jornalismo moribundo. Os jornais estavam entregues à sua irrelevância com o esvaziamento das redações e a desistência de fazer jornalismo.
A maioria comeu pela mão da Lava-Jato, sem produzir uma, só uma reportagem de investigação sobre o caso.
Alguns optaram pelo jornalismo de opinião de direita como tentativa de salvação. Mas a maioria sobrevivia da inércia, mandando embora jornalistas de esquerda, à espera do que acontece com jornais em todo o mundo, inclusive os já alojados no mundo virtual.
Mas Bolsonaro brigou com quem não poderia ter brigado. Não só com os comandos das empresas, mas com os jornalistas. O bolsonarismo ressuscitou o furo, como os dois aplicados pelo grupo Globo ontem.
Primeiro, o Globo antecipou a posição do ministro Marco Aurélio sobre a pretensão desastrada de Flávio Bolsonaro de buscar refúgio no Supremo e desmontar as investigações do Ministério Público do Rio.
E depois veio o furo da TV Globo, que revelou que Flávio recebeu, em 2017, R$ 96 mil depositados em dinheiro vivo na sua conta. Foi devastador. A cachorrada está solta. Até os jornalistas fofos começam a se revoltar.
Os Bolsonaros acharam que iriam fazer comunicação com mensagens de fumaça pelo Twitter e pelo WhatsApp, para o contingente de estúpidos que acredita em tudo o que eles dizem.
Queriam continuar em campanha. Subestimaram a estrutura de comunicação da direita (que sempre os rejeitou), que ainda conversa com a classe média, como o PT já havia subestimado.
Os Bolsonaros são atacados por todos os lados, inclusive em relação às suas vidas privadas. Experimentam os mais variados bumerangues na testa. Não deveriam ter provocado tantos inimigos ao mesmo tempo.
Não há como enfrentar a Globo, a Folha, as ex-namoradas, os desafetos que hibernavam, os inimigos dos primos e agora o Ministério Público e um ministro que destoa do acovardamento do Judiciário, do Supremo, com Fux e com tudo.
Os Bolsonaros terão de pedir uma trégua, mas talvez seja tarde demais.

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