SAUDADE DOS ROLOS E DA CENSURA DA FAMÍLIA SARNEY

A Polícia Federal investigava a família Sarney, em 2009, quando grampeou uma conversa de José, o patriarca, com uma neta. Sarney era o presidente do Senado. O áudio da conversa, divulgado pelo Estadão, revelava um diálogo marcado pela ternura. A neta queria um emprego para o namorado. Sarney reclamava da discrição e da timidez da

FOLHA NÃO PEDE DESCULPAS A DILMA ROUSSEFF

O diretor de redação da Folha, Sérgio Dávila, publica hoje um longo texto sobre o já famoso, ofensivo e desastroso editorial intitulado “Jair Rousseff”, para finalmente admitir que foi uma “escolha infeliz”. O editorial é de 21 de agosto. A Folha é lerda quando precisa dar explicações. Dávila admite que o jornal errou ao colocar

MENOS EDITORIAIS E MAIS JORNALISMO

Há uma certa excitação entre jornalistas com o editorial em que a Folha condena “a sofreguidão com que Moro se prontificou a participar do governo Bolsonaro”. Os Frias descobriram só agora que a cumplicidade do ex-juiz com a extrema direita “abalou sua credibilidade e, por extensão, a da Lava-Jato”. O que isso significa, enquanto a

E O CPF DO GOVERNADOR?

O relato do jornalista Renato Dornelles já está na antologia da pandemia. É a história do impasse criado por uma servidora pública (a culpa não é dela) num posto de saúde de Porto Alegre. O jornalista vai atrás do teste da Covid-19. A moça avisa que ele só terá direito ao teste se tiver o

ALMOÇAR OU NÃO ALMOÇAR COM BOLSONARO

A pandemia e o bolsonarismo nos empurram para dilemas que sempre existiram, mas que ficam mais agudos nas atuais circunstâncias. O fotógrafo Orlando Brito, considerado o grande retratista dos presidentes, das celebridades e das cenas de Brasília, desde a ditadura, foi pisoteado por fascistas no domingo diante do Palácio do Planalto. Brito tem 70 anos

A BANDEIRA RESGATADA

Temos finalmente a imagem simbólica do que pode ser o começo do resgate da bandeira raptada pelos fascistas desde muito antes do golpe de agosto de 2016. Que o Brasil reconheça e se inspire na coragem da atriz de teatro Ana Luiza Bergmann, agredida ontem por um grupo de golpistas reunidos diante do QG do

CLEUZA VENDIA MARIOLA NA RODOVIÁRIA

A Folha engrandece o jornalismo com a publicação de histórias de pessoas mortas pela pandemia. São relatos edificantes que a maioria delas deveria ter lido em vida. Me comove o que alguns chamam de necrológio e outros de obituário, porque foi a primeira coisa que fiz como aprendiz de jornalista. É a vida de uma

OS JORNALISTAS SALVOS PELA PANDEMIA

Até a semana passada, amontoavam-se os jornalistas dependurados numa gangorra de apoio a Bolsonaro muitas vezes de forma dissimulada, com uma certa fofura constrangida, mas sem coragem para abandonar o homem. O Rio Grande do Sul tem muitos jornalistas fofos bolsonaristas da linha mais gourmet. Sustentaram-se até agora nesse balanço incômodo, fazendo média com o

O JORNALISMO E A ÉTICA DO CUIDADO

Quero ler e tenho certeza de que lerei mais adiante um texto da minha amiga Larissa Roso sobre vidas e compartimentos ainda não expostos do mundo pandemônico que não enxergamos. O texto de Larissa tem a voz dos outros, que só ela sabe ouvir. Não há no Brasil, mas não há mesmo, nenhum jornalista com