A DEMOCRACIA E O JORNALISTA MIMADO

Um jornalista de opinião, destes que têm rádio, jornal e às vezes TV para dizer o que pensa, pode citar até 10 pessoas num dia, quase sempre com observações críticas e muitas vezes duras.

Um jornalista desses que ainda se definem como formadores de opinião podem destruir um político, um jogador de futebol ou um educador com um comentário. E esses formadores são cada vez mais de direita, porque as empresas abandonaram a ideia da pluralidade.

Ontem conversei com o deputado Paulo Pimenta sobre a mídia e a democracia e tratamos de um detalhe que quase sempre reaparece nessas conversas. O jornalista de opinião de direita, que comenta a sobre a vida de uma dezena de pessoas por dia, geralmente se considera inatacável.

Porque o jornalista de direita acha que pode citar todo mundo, do cidadão comum ao Papa, mas ninguém pode citá-lo. Jornalista de direita critica de morador de rua a professor, mas ele nunca pode ser nem ao menos nomeado em qualquer comentário.

Mas não há nenhum foro privilegiado (até a Lei de Imprensa acabou) que possa protegê-lo.

Jornalista de direita é um mimado que se acha atingido na sua liberdade de dizer o que pensa, quando o que ele faz é tentar eliminar qualquer possibilidade de crítica ao seu trabalho.

O jornalista de direita empoderado pelo golpe é uma mala insuportável. Não vou citar nenhum deles, porque os outros ficariam com ciúme.

 

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