A odebrecht e o ex-presidente (Parte 1)

Leia o trecho abaixo de um artigo do jornalista Mario Sergio Conti, publicado na Folha de S. Paulo de 2 de fevereiro deste ano e que nunca provocou contestações.

É sobre um certo instituto e sua relação com empreiteiras, entre as quais a Odebrecht.

Leia o que diz o texto:

“Ele saiu de um apartamento na Rua Maranhão, em Higienópolis, para outro a uma quadra, na Rua Rio de Janeiro. O apê atual, amplo e classudo (nada de samambaias, como o anterior), foi decorado com capricho por sua esposa.

E trocou o escritório no Bixiga pelo instituto com o seu nome no Anhangabaú, onde ficava o Automóvel Clube. Ocupa um andar e tem mobiliário modernista. Quem o comprou foi um grupo de empreiteiras, reunidas por ele com esse intuito num jantar no Palácio da Alvorada, quando ainda morava lá. A Odebrecht, cujo dono foi preso pela Lava Jato, ajudou a mantê-lo”.

Eu apenas substitui o nome do personagem por “ele” no texto. E ele, neste caso, não é Lula.

É ele mesmo, Fernando Henrique Cardoso, cujo instituto só existe porque o próprio FH pediu que grandes empresários amigos fizessem uma vaquinha e o presenteassem com um andar inteiro todo mobiliado.

Tudo isso (da notícia da reunião comandada por FH em Brasília para formação da vaquinha até os mimos oferecidos pelos empresários ao ex-presidente) está publicado, é só ir ao Google e pesquisar.

E tudo em detalhes. FH tem um instituto que foi bancado por empreiteiros amigos. E nunca abriram um inquérito para investigar essas relações, porque naquele tempo os empreiteiros tinham outras amizades e outras imunidades.

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