UM CARA LEGAL

Está na Folha. Dos 27 secretários estaduais da Saúde, 17 aprovam o trabalho do general Eduardo Pazuello no combate à pandemia.

Deve ser por isso que o Brasil tem apenas 79 mil mortes e que as UTIs não têm mais vagas, medicamentos e profissionais de saúde.

Os secretários se declaram parceiros das omissões do governo. Mas gostam do general porque é cordial e aberto ao diálogo e às demandas.

Entre os titulares da Saúde que aprovam Pazuello está a secretaria do Rio Grande do Sul, Arita Bergmann.

Os outros secretários são os de Alagoas, Ceará, Bahia, Rio Grande do Norte, Mato Grosso do Sul, Maranhão, Distrito Federal, Espírito Santo, São Paulo, Tocantins, Minas Gerais, Paraíba, Pernambuco, Goiás, Pará e Acre.

Imaginem se o ministro interino não tivesse todas essas virtudes e fosse indiferente às demandas de Estados que estão perto do colapso nas estruturas de saúde.

Enquanto isso, Bolsonaro toma vermífugo.

3 thoughts on “UM CARA LEGAL

  1. Conhecendo o comportamento da maioria dos gestores brasileiros, o resultado da pesquisa não deveria impressionar ninguém. Do PÚBLICO ou do privado, o comportamento é semelhante. Bajulador existe desde a época da cerimónia do beija-mão, na corte brasileira de d. João. E o que importa para essa gente o número de mortos na pandemia?

  2. Para os gaúchos que sonham com a República Piratini, o rastro da covid-19 é um coice nas ventas. Se fosse um país, o Rio Grande do Sul estaria entre os 50 mais afetados pela doença no mundo. A marca de 47.113 infectados registrada neste domingo é a 44ª pior entre os 188 países atingidos pela pandemia, de acordo com o site da Universidade Johns Hopkins. Dá quase o dobro do Japão, vizinho de região da China, foco inicial da pandemia. Em mortes é pior: 1.252 contra 986. Feitas as contas por 100 mil habitantes piora ainda mais. O Japão tem mais de 125 milhões de habitantes, o Rio Grande do Sul pouco mais de 11 milhões. Dá 20,21 infectados para cada 100 mil japoneses contra 414 para cada 100 mil gaúchos. Em mortes fica assim: 0,78/100.00, no Japão, contra 11/100.000, no Rio Grande do Sul. Não chega a ser surpreendente que a maioria dos secretários de saúde do país simpatize com o ministro off Eduardo Pazuello. A entidade que representa a turma parece ter copiado a fórmula do general de varrer os dados para debaixo do tapete na esperança de que isso diminua o problema. Desde o dia 4 deste mês parou de atualizar os dados de evolução semanal de contágios e óbitos que mostravam uma aceleração em parte dos estados – inclusive da República Piratini.

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