Os juízes que acusam ou defendem

Sergio Moro desesperado atrás de provas em Curitiba, para cumprir sua missão acusatória contra Lula (porque Dallagnol só lhe oferece convicções e documentos sem assinatura), e Gilmar Mendes tentando se desfazer das provas que o TSE juntou em Brasília, para assim levar adiante a sua tarefa de defensor do jaburu.
O Judiciário acabou cedendo à direita (com raras reações em contrário, dentro da instituição) alguns dos seus melhores ‘advogados’ de acusação e de defesa.
A Justiça brasileira levará décadas para se recuperar dos danos provocados por seus juízes descaradamente seletivos.

Os unhas grandes

O jornal O Globo está se divertindo com a imagem de Garotinho sendo levado do hospital para a cadeia. Seria bom não se divertir muito com esta cena.
Muitos dos que estão rindo, no jornalismo e em outras áreas, eram bem chegados a Garotinho e a Sergio Cabral.
Ontem, o procurador Dallagnol disse à TV Folha, com fervor nos olhos, nos gestos e na fala, que a Lava-Jato está recém na metade.
Tem muito pé pra ser puxado. Mesmo que a Lava-Jato não chegue nem perto dos pés tucanos, que têm unhas grandes, chegará em gente que está no poder e é parceira deles.
Ainda vai ter muito susto, até a tentativa (será que tentarão?) de prisão do Lula, sem muitas provas mas com muitas convicções.

Piada de bom gosto

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Joaquim Barbosa era bom lendo suas assertivas no processo do mensalão, mas sempre foi fraco de retórica. Sergio Moro também não encanta, fala sem força e não leva uma frase de impacto para suas palestras.
Dante Dallagnol, o procurador-chefe da força-tarefa da Lava-Jato, tenta ser eloquente, com seu tom religioso, mas é comum.
Hoje ele disse na Câmara que os políticos não temem nada no Brasil porque “a punição à corrupção é uma piada de mau gosto”.
Piada de mau gosto… O censo comum e a frase feita são o forte dos homens da Lava-Jato. O procurador-chefe vai para uma palestra e repete que a impunidade é a uma piada de mau gosto. Não pode.
Os homens da Lava-Jato têm que se puxar mais. A todo momento eles dizem que o combate à corrupção vai em frente, doa a quem doer.
É a frase que ouviremos de novo amanhã ou depois. O Tiririca é mais surpreendente.
E, já na política, ainda tem o Michel…