BOLSONARO ESTÁ DERRETENDO

Estas fotografias são de três momentos de Bolsonaro. São retratos de uma transformação em pouco mais de um ano. A primeira é a foto oficial do presidente, divulgada no dia 10 de janeiro de 2019.

Está aí o homem confiante, tão seguro de si e do seu poder que, antes mesmo de assumir, já havia anunciado: perseguiria seus adversários petralhas e, se possível, mandaria matá-los na ponta da praia.

O segundo retrato é de agora, de 18 de março, da entrevista coletiva em que Bolsonaro tenta mostrar que toda a sua equipe está mobilizada contra a pandemia, que esta não é uma tarefa apenas de Mandetta.

A maioria dos ministros na mesa usa máscaras. Tiram e colocam as máscaras, em ritmo frenético, fazendo tudo o que os profissionais de saúde diziam que não deveriam fazer.

A foto da coletiva já é de um homem tensionado pelos conflitos com Mandetta e inseguro em relação ao próprio poder.

E a terceira foto é de ontem, quando Bolsonaro apareceu para anunciar que Mandetta foi mandado embora e que o médico Nelson Teich é seu novo ministro da Saúde.

Aquele homem confiante do retrato oficial não existe mais e tampouco o que reuniu os ministros para dizer que tinha o comando da equipe.

Bolsonaro está no bagaço. Confuso, incapaz de falar sem a ajuda de um aparelho de ponto no ouvido, sem forças.

As fotos dos próximos dias podem ser acrescentadas a essas para mostrar que Bolsonaro piorou ou se recuperou depois da demissão de Mandetta.

A transfiguração de seu rosto carrega outros tormentos que a crise com Mandetta apenas agravou. Bolsonaro está derretendo.

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SOB O CONTROLE DE QUEM?
Até vice Hamilton Mourão acaba debochando da situação do país e do descontrole do governo Bolsonaro. A cena é da saída da sala, depois da posse de Nelson Teich no Ministério da Saúde.

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