BREVES PERGUNTAS SOBRE A CLOROQUINA E OS MILICIANOS

Quem ficou rico com a história dos milagres bolsonarianos da cloroquina, a droga que matou muita gente que nem Covid19 tinha?

Quem um dia irá investigar os crimes cometidos pelos propagandistas da cloroquina como droga milagrosa?

O que os laboratórios do Exército fizeram com os milhões de comprimidos de cloroquina que Bolsonaro mandou fabricar para o tratamento (rejeitado pelos cientistas) do estágio inicial da Covid19?

Quem são os empresários que patrocinam ‘estudos científicos’ sobre os benefícios do contágio de manada?

Quem, além de Bolsonaro e dos comentaristas de futebol, incentiva o lobby pela volta dos treinos dos times de futebol, como se os jogadores estivessem num mundo à parte?

Quem poderá obrigar Bolsonaro a apresentar os laudos do coronavírus, se o presidente do Tribunal Superior de Justiça blindou o homem?

Quem será o primeiro a vazar o vídeo da famosa reunião do dia 22 em que Weintraub ofende a China e os 11 ministros do Supremo?

Quem mandou executar o miliciano Adriano da Nóbrega na Bahia?

Quem será o candidato do bolsonarismo em 2022 (Doria, Moro, Witzel, Huck, Mandetta, Skaf?), se Bolsonaro for preso antes?

Quem pode explicar a relação entre a ordens dos milicianos do Rio para que o comércio se mantenha aberto e a pregação de Bolsonaro pelo fim do isolamento?

Os milicianos do Rio e Bolsonaro têm sempre as mesmas ideias sobre a pandemia?

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MÁSCARA PRETA
Precisei sair de carro hoje pela manhã, na zona sul de Porto Alegre, para ver como estão minhas aplicações em bitcoins, e notei muita gente de máscara nas ruas.
Foi a primeira surpresa. Esperava menos gente. A segunda surpresa foi essa: o gaúcho gosta de máscara preta.

Deve ser porque passa uma certa sobriedade. Um Estado bolsonarista ao extremo, egoísta, individualista, mas que mantém uma certa sobriedade.

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SALVOS PELA PESTE
Governadores e prefeitos medíocres, que já estavam condenados a entrar nas listas dos piores gestores da História, estão sendo salvos pelas engambelações adotadas na pandemia.

Alguns não conseguiam cuidar nem de buraco de rua e nos ameaçam agora com o risco da reeleição.
A pandemia é aliada de Bolsonaro e de governadores e prefeitos medianos.

A peste tem em Bolsonaro um propagandista da morte. Já os gestores se colocam espertamente como contraponto a Bolsonaro.

E o povo? O povo tenta provar que existe nas filas da Caixa.

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MAIS MILITARES
Deve ser a solução. É a notícia da manhã. Governo nomeia militares para postos-chave do Ministério da Saúde.

Pelo menos sete integrantes das Forças Armadas foram designados para cargos da pasta. Servidores de carreira foram exonerados.

A pandemia virou uma questão militar.

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SAI MAIS UM?
Esta semana não pode passar em branco sem um manifesto com texto forte. Mas de que área?

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O último conto de Sergio Sant’Anna narrado pelo Heitor Schmidt, com a trilha sugerida pelo próprio Sant’Anna. Tem densidade, tem leveza e tem o grave tom da despedida. Ficou muito bonito. E assim nós vamos nos salvando.

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