OS SENTIMENTOS DE WEINTRAUB

Abraham Weintraub falando em liberdade de expressão é dose. Esta é a parte mais engraçada do depoimento que ele deu por escrito ontem à Polícia Federal, ao comentar o que escreve nas redes sociais:

“Algumas manifestações expressam sentimentos, outras buscam informar e outras levantam questões para debate”.

Ah, os sentimentos de Weintraub. Passaram o dia procurando os erros de português no texto apresentado à PF e não acharam nada. O sujeito encaminhou antes sua obra a um revisor.

Penso (e falo muito sério) que não há como enquadrar alguém em racismo por debochar da fala de outros povos.

O indivíduo tentou ser engraçado ao escrever que os chineses trocam o “R” pelo “L”, como se fossem o Cebolinha, quando falam português. É infantil, é uma piada de criança de cinco anos.

Mas é um exagero tentar processá-lo, mesmo que o conteúdo seja preconceituoso. Weintraub não quer atacar falas, países ou etnias, mas alertar para o que considera a ameaça comunista.

Parceiros do bolsonarismo, como o véio da Havan, são importadores de produtos chineses. O capitalismo brasileiro importa bagulhos chineses há décadas. E os chineses compram nossa soja. São nossos grandes parceiros comerciais.

Mas Weintraub e Bolsonaro acham que devem fazer o discurso de Trump, porque a China pode tomar conta do mundo. Não será Weintraub que vai impedir.

O sujeito deveria ser enquadrado por ser analfabeto, e não por ser racista. Um cara que não consegue escrever na própria língua tirando sarro do português dos chineses?

Os chineses sabem que um analfabeto não pode ser ministro da Educação.

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Abaixo, trechos do depoimento de Weintraub ontem na PF, no inquérito em que ele é investigado por racismo contra os chineses:

“A participação do PCC [Partido Comunista da China] na pandemia não é mera ilação desse subscritor [Weintraub]. Trata-se de tema discutido abertamente por diversos líderes mundiais (vide comentário do presidente Donald Trump). Hoje há fortíssimas evidências que o vírus foi criado em laboratório, que o PCC escondeu o início da epidemia e informou a Organização Mundial de Saúde que não havia contágio entre humanos, e depois, de tudo, vendeu produtos necessários para o tratamento para todo o mundo. É razoável que o tema possa ser objeto de discussão livre”.

“Como cidadão, uso minha conta na rede social Twitter para manifestar minhas ideias e me expressar livremente. Algumas manifestações expressam sentimentos, outras buscam informar, e outras levantam questões para debate”.

“Em meio aos nefastos efeitos da crise, o conteúdo da postagem foi pensado para que eu pudesse abordar um tema da maior seriedade, sem ser enfadonho, na dinâmica própria das redes sociais. Ou seja, busquei levantar a seguinte questão para debates públicos: qual o papel na presente pandemia do Partido Comunista Chinês (doravante denominado PCC ou governo da República Popular da China, o que dá no mesmo)?”

“Não acho coerente com os princípios da boa-fé que possam imputar a mim crime de racismo. Deve ser levada em conta a percepção do ‘homem médio’, não de militantes de uma causa, enviesados por definição. Nessa linha, o post recebeu centenas de milhares de interações positivas e negativas, e, ao que me recorde, não foi vista por mim uma única que versasse sobre o tema racismo (….) Não se pode imputar um crime nessas circunstâncias, sob pena de se revogar um princípio e direito maior constitucional, que é a liberdade de expressão”.

“Legalmente, racismo é: praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, étnica, religião ou procedência nacional. Nenhum desses elementos está a presente postagem (… ) Há apenas referência a um governo, sem a qual a mensagem seria impossível, e uso de humor, que não contém elementos para tipificação penal”.

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O TRUQUE DA DITADURA
Um general assume o Ministério da Saúde e faz o que os militares fizeram na ditadura, quanto tentaram esconder as mortes provocadas pelo surto de meningite nos anos 70.

A tática agora é esconder do Jornal Nacional o número de mortos pela pandemia.

Mas a Globo foi esperta, desde o começo da peste, e faz seu próprio levantamento.

Na ditadura, a tentativa de esconder as mortes não funcionou. Numa ditadura, só o terror funciona.

(Na ditadura, a Polícia Federal telefonava para as redações e avisava que nada poderia ser publicado sobre meningite. Eu já contei aqui que atendi ao acaso um telefonema com ordem de censura à Platéia, de Livramento, em 1974. João Afonso Grisólia, diretor do jornal, ignorava os telefonemas, desafiava as ordens e publicava as notícias sobre a epidemia, até o dia em que prenderam o secretário de Redação, Nelson Basile.)

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É o prenúncio do que pode acontecer daqui a alguns dias. Bolsonaro cai na primeira visita a um hospital de campanha. Link abaixo.

https://twitter.com/i/status/1268898717341560838

3 thoughts on “OS SENTIMENTOS DE WEINTRAUB

  1. Weintraub e’ inimputavel por apresentar desordem MENTAL.Seu destino deveria ser o manicomio,bem como o do seu mentor.

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