BOLSONARO FOI A JOINVILLE EM BUSCA DA SUA TURMA

Bolsonaro não foi por acaso a Joinville para uma confraternização com empresários de uma cidade ultraconservadora, com moradores que não escondem seus vínculos com grupos supremacistas. Bolsonaro foi reforçar publicamente suas conexões com redutos com forte presença de simpatizantes do neonazismo. É a face que ele tem ressaltado nos gestos mais recentes, desde a aparição

E AQUELE MENINO VIROU RACISTA

Tom Hanks é no cinema para os americanos e para o Ocidente em geral o que Toni Ramos é na TV para os brasileiros. Ambos, apenas para efeito de comparação do que têm na essência, são cidadãos que a arte nos oferece como inspiradores de bons modos. Correção, compromisso com o país e a família,

KAROL CONKÁ CAIU NA ARAPUCA

A Globo não queria ser repetitiva com as mensagens edificantes do gay assertivo e intelectualizado Jean Wyllys ou da médica e humanista negra Thelma Assis. A protagonista tinha que ser uma barraqueira do mundo virtual com o poder de Karol Conká. Deu no que deu e o Brasil esfolou sem culpa a negra que 99%

O HINO DOS BRANCOS

O Rio Grande do Sul precisa parar de camuflar seu passado escravagista e de defender as posições de sinhozinhos que se consideravam cordiais. É o meu tema no jornal Extra Classe, a partir da posição da bancada de vereadores negros de Porto Alegre, que se negou a cantar o hino gaúcho na sessão de posse

VIDAS NEGRAS COM CAMISETAS NEGRAS

Um técnico de futebol, gaúcho, falante e famoso pelo ardor bolsonarista, vestiu uma camiseta amarela com a frase “Vidas negras importam” no fim de semana e tentou dar uma de Lewis Hamilton atrasado. A luta antirracismo não precisa da adesão desse pessoal. A batalha antirracismo é uma briga dramática, de vida e morte. Não deveria

MOURÃO DIZ QUE NÃO HÁ RACISMO, COMO DIZIAM QUE NÃO HAVIA ESCRAVIDÃO

Anunciam que o vice-presidente Hamilton Mourão quer ser governador do Rio Grande do Sul. Bolsonaro já teria decidido que não deseja mais contar com seu vice na chapa para 2022. Mourão tem muitas afinidades com os gaúchos, por ser um deles e em especial por uma declaração recente. Mourão disse que não há racismo no

MATAM OS NEGROS DIANTE DE TODOS NÓS

Foi forte e corajosa a revolta contra a morte de João Alberto Silveira Freitas, assassinado no Carrefour em Porto Alegre. São atos de imposição do sentimento popular, em meio à pandemia, que podem abalar o racismo potencializado por Bolsonaro. Mas a revolta virtual sempre pretende ser a mais valente de todas. Almeja ser mais efetiva

OS EXCESSOS E AS “PESSOAS DE COR”

Duas declarações reafirmam o que pensam nossas elites, num momento em que não há como tentar passar pano com palavras bem escolhidas, no caso do assassinato do trabalhador negro João Alberto Silveira Freitas, no Carrefour. Primeiro, a frase do governador gaúcho, Eduardo Leite: “As cenas são incontestes de que houve excessos que deverão ser apurados