Os argentinos fazem o que os brasileiros não fariam

A seleção argentina fez o que a brasileira dificilmente faria, se ficasse de vice na Copa. Quase todos os jogadores retornaram ao país nessa segunda-feira e percorreram as ruas de Buenos Aires em ônibus aberto, desses de turismo, porque foram avisados de que seriam bem recebidos. O jornalista Jonathan Heguier conta em detalhes, no jornal

Por todos eles e por todas elas

Por Maradona, por Juan Domingo Perón, por Hebe de Bonafini, pelas filhas de todas as Hebes, por seus netos, pelo Che, por Mercedes Sosa, pela ressurreição do peronismo, por Cristina Kirchner, por Alfonsina Storni, pelos cronópios de Cortázar, por Corrientes, por Francisco, pelos religiosos que resistiram, pelos velhinhos e pelas velhinhas que vão às ruas

Guerra de torcidas revela muito do que somos e pouco do que são os argentinos

Uma das frases mais repetidas, em meio ao embate dos que torcem contra e a favor da Argentina, é esta: não importa sua torcida, porque isso não muda nada. É um decreto de quem pretende ser mais esperto do que a média envolvida na guerra da final da Copa. É mais ou menos um alerta:

Que jogador brasileiro faria algo parecido?

Esses jogadores argentinos ergueram a faixa ou estavam por perto na manifestação em defesa das Malvinas, depois do jogo contra a Inglaterra: Messi, Giovani Lo Celso, Lisandro Martínez, Nicolás Otamendi, Cristian Romero, Giuliano Simeone e Gonzalo Montiel, entre outros. Que jogadores brasileiros fariam algo parecido em defesa, por exemplo, da Amazônia? E às vésperas de