DESINFORMAÇÃO OU CLAQUE

Igor Gielow escreve hoje na Folha que o gestor gaúcho é uma estrela em alta e uma ameaça a Doria Junior dentro do PSDB. Ameaça como, se Eduardo Leite é um dos grandes fracassos da direita no Brasil?
Pesquisa do Instituto Methodus para o Correio do Povo, publicada esta semana, mostra que o gestor tucano é considerado péssimo ou ruim por 66,2% dos entrevistados. Só para 28,2% a administração é considerada regular.
Ao serem questionados sobre a aprovação do governo, 81,5% disseram que reprovam, enquanto que 18,5%, manifestaram aprovação.
A rejeição a Leite é maior do que a enfrentada por Bolsonaro no Rio Grande do Sul, reprovado por 61,2%.
O Estado está parado por uma greve. Os salários dos servidores são pagos com atraso desde o início do governo. Leite perdeu a base na Assembleia para levar adiante seus planos mais cruéis contra os serviços e o patrimônio públicos.
Igor Giegow, que foi diretor da Folha em Brasília, deveria saber que a situação do gestor gaúcho é dramática.
Não é essa a ameaça a Doria Júnior. A não ser que já esteja sendo montada a claque de campanha para o tucano eleito como bolsonarista encabulado – ou que o moço esteja sendo jogado aos tucanos paulistas para ser devorado antes que ganhe peso nacional.

O milagre do voto

Não votei, nunca votaria e não cometeria o erro de aplaudir os que votaram no gestor gaúcho rococó que joga o jogo da extrema direita, faz performance de fofinho, libera os controles ambientais para criminosos destruidores de rios e matas e agora persegue os professores.
Aliás, não conheço ninguém das esquerdas que tenha votado no sujeito para evitar Sartori.
O tucano bolsonarista se elegeu por algum milagre.

O TRUQUE DO TUCANO

O governo que vem aí no Rio Grande do Sul vai governar pela direita nas questões mais amplas e essenciais (economia, serviços, gestão de patrimônio público, servidores) e fazer afagos à esquerda na área cultural, onde não provoca a ira de aliados.
Saíram dessa cartola as notícias sobre a possível ressurreição da TVE e da FM Cultura e a revitalização da Secretaria da Cultura.
Fica bonito, fica charmoso e fica bem com parte da esquerda que ajudou na sua eleição por rejeitar Sartonaro.
Mas não pensem que esse será um governo do PSDB mais jovem e mais fofo, porque o PSDB não existe mais. É um governo de direita, com todos os aliados possíveis, com amplas alianças com o empresariado, mas com algum glamour ‘iluminista’ para a torcida da cultura.
Para tempos de Bolsonaro, é um consolo. Quem quiser que embarque. A claque da chamada classe artística já está se manifestando. O rapaz tem voz, tem pinta de galã e agora já tem público. Cada um com o sertanejo universitário que merece.