Gênio

Queiroz reapareceu. Li agora no site da Forum que ele disse por escrito ao Ministério Público que comandava uma espécie de pirâmide com os salários dos assessores de Flávio Bolsonaro. E que o deputado não sabia de nada.
Queiroz é um gênio do mercado financeiro do Rio das Pedras, e a gente achando que ele era um mafioso do esquema da família.
Queiroz pode resolver o déficit da Previdência.l

AS MILÍCIAS E A GLOBO

Todos os dias o Globo traz alguma reportagem sobre as milícias e os Bolsonaros. Hoje, não achei nada, até porque não há como manter o assunto em pauta todo tempo.
O Brasil já teve e tem políticos ligados descaradamente a grileiros, desmatadores, assassinos de índios, banqueiros, sonegadores, juízes e todo tipo de mafioso.
Mas o país não sabia (apenas desconfiava) que tinha políticos envolvidos com milicianos e suas famílias. É o que o Globo tenta dizer todos os dias.
E vai continuar dizendo, porque o grande duelo do bolsonarismo é o do pai e dos manos com a Globo.
O enfrentamento mortal dos Bolsonaros não é com as esquerdas, a igreja Católica, o papa, os sem-terra, os sem-teto, os partidos.
Não é com os movimentos sociais, os estudantes, os professores. Não é, por enquanto, com nenhum deles, até porque a capacidade de reação de todos esses grupos está fragilizada.
Por enquanto, o duelo explícito, descarado, a guerra aberta para matar ou morrer, desde o começo do governo, é com a Globo. Os Bolsonaros atiram e a Globo responde.
Por isso o Globo não pode deixar de nos informar, todos dias, alguma coisa sobre a relação das milícias com os Bolsonaros.
Hoje, senti falta. Não achei nada sobre as milícias do Rio das Pedras. Mas posso ter sido distraído.

OS MILICIANOS E A VENEZUELA

Desde a primeira entrevista “exclusiva” ao enviado da Globo, na primeira manhã na Suíça, ficou evidente qual era a única missão de Bolsonaro em Davos: ajudar a incendiar a Venezuela, como “líder” latino do levante, para desviar a atenção da descoberta dos vínculos da família com a milícia no Rio.

Bolsonaro só tem uma chance de livrar o filho e livrar a família e o governo do aprofundamento da crise provocada pela conexão com os milicianos que podem ter matado Marielle.

Só uma matança na Venezuela é capaz de fazer sumir das redes sociais e dos jornais a história da máfia de assassinos do Rio das Pedras.

É mais do que uso de um laranja para manejar uma conta com a caixinha dos assessores. É mais do que o enriquecimento inexplicável mostrado pela Folha.

É o vínculo do laranja com o chefe da milícia, o emprego da mãe e da mulher do chefe da milícia no gabinete do deputado que diz caçar bandidos, a descoberta de que o chefe recebeu honrarias de Flávio Bolsonaro, que o homenageou com discursos de exaltação de virtudes e méritos.

Parte da esquerda oportunista brasileira (oportunista, babaca, ingênua) reforçou essa estratégia de atacar Maduro sem trégua para livrar todos os Bolsonaros, e não só o filho.

A esquerda que ataca Maduro toca a corneta para que Bolsonaro comande no grito e à distância o golpe na Venezuela a mando dos Estados Unidos. Bolsonaro é o animador de auditório do golpe na Venezuela.

Está feito o serviço. Trump comemora. Os fascistas do mundo gargalham. As milícias que trabalham para Flávio Bolsonaro atiram foguetes.

A extrema direita no poder será salva pela incitação a uma tragédia na Venezuela.