Lula, o delegado e o juiz

O juiz Sergio Moro saiu em defesa do delegado da Polícia Federal que está sendo processado por Lula. Moro lamenta em despacho o processo contra o delegado Filipe Pace, aquele que disse em outubro que o “amigo” recebedor de propinas, que aparecia nas planilhas da Odebrecht, era com certeza Lula.

O delegado nem investiga Lula, não tem qualquer ingerência sobre o inquérito que comentou e não apresentou provas. Mas “amigo”, segundo ele, seria Lula. E “inimigo” (e aqui digo eu) talvez fosse algum tucano…

O delegado concluiu quem era amigo não por indicação de um delator ou por algum indício sério, mas apenas por intuição. E pronto: o amigo era Lula. Pois Moro acha que o delegado agiu dentro da lei e por isso o defende.

É por estas e outras que autoridades de instituições deformadas por ações seletivas, incluindo a própria PF, o Ministério Público e o Judiciário, temem tanto a lei que os enquadraria em crime de abuso de poder.

O delegado, segundo o juiz Sergio Moro, estava “no exercício de seu dever legal”. Moro também se considerava no exercício de deveres legais quando grampeou Lula e Dilma e divulgou o grampo.

Todos sabiam que ele havia cometido uma ilegalidade (que nunca será punida e tampouco reparada). O Supremo demorou para dizer que Moro havia agido fora da lei. Mas quem, afinal, espera muito de um Supremo acuado pelas pressões de um Renan Calheiros?

E quanto ao processo de Lula contra o delegado, alguém acha que resultará em alguma coisa? Os amigos do delegado estão tranquilos.

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