LAVA-JATO CONFESSA QUE MORO MENTIU

A Lava-Jato finalmente admitiu que vazava de forma seletiva as gravações com os grampos que fez de Lula. O argumento é a admissão de um delito.
A turma de Deltan Dallagnol informa, em nota enviada hoje à Folha, que “o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso (referindo-se às operações de Curitiba de caçada a Lula) variou de acordo com a gravidade dos crimes revelados pelos diálogos interceptados pela Polícia Federal”.
Claro que para eles o que importava era grampear e divulgar os grampos que envolviam Lula. Os outros grampos não eram enviados para a Globo e os amigos dos jornais.
“Quanto maior a gravidade dos fatos, menor o grau de sigilo”, afirmou a força-tarefa a respeito de reportagem de hoje da Folha sobre o fato de que a Lava-Jato só vazava os grampos de Lula.
“A decisão no caso envolvendo o ex-presidente Lula seguiu esse mesmo princípio, sendo devidamente fundamentada”, afirma a nota.
A força-tarefa de Dallagnol acaba desmentindo o próprio Sergio Moro, chefe de fato de Dallagnol.
A Folha relembra que, ao tornar públicas dezenas de conversas telefônicas de Lula, Moro disse que em 2016 seguira o padrão estabelecido em outros casos da Lava-Jato, ou seja, argumenta que divulgava grampos aleatoriamente.
Levantamento do próprio MP, obtido pelo Intercept e divulgado hoje pela Folha, mostra que apenas as escutas de Lula eram divulgadas.
E agora a nota do Ministério Público informa oficialmente, ao admitir o vazamento seletivo, que Moro mentiu. O padrão era outro, era o de grampear muitos, mas divulgar apenas os grampos de Lula. Moro e Dallagnol eram seletivos para tentar incriminar Lula.

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