Uma semana depois do furo do Intercept, o jornalismo sesteia

O furo do Intercept com o vazamento da conversa de Flávio com Vorcaro completa uma semana hoje. Os jornalões não conseguiram acrescentar nada de relevante ao que foi divulgado, que possa ser visto como resultado de jornalismo investigativo. Acordei cedo para ver se há novidades, e o que Folha, Globo e Estadão me oferecem de

Os jornalões estão bebendo muito detergente

Manchete calhorda da Folha não aborda a conexão de Flávio Bolsonaro com o banqueiro mafioso, mas a alta do dólar por causa da conexão denunciada pelo Intercept: “Dólar bate R$ 5 após reportagem vincular Daniel Vorcaro e Flávio Bolsonaro” A notícia deixa de tratar do rolo de R$ 134 milhões do filho ungido com o

A máscara e a Fox

O teste deu negativo. Isso quer dizer que não mais teremos Bolsonaro fazendo vídeos com máscara. Volta o Bolsonaro sem máscaras. ********* Não havia como Bolsonaro estar contaminado. O mesmo vírus teria passado por Trump, por Paulo Guedes e por Bolsonaro. Sim, passou. Mas não ficou em nenhum deles. Um vírus é um ser inteligente

Mais um vexame

Todos os jornalistas (menos os fascistas, os bolsonaristas e os fofos golpistas) são agredidos e ofendidos pela decisão do procurador da República Wellington Divino de Oliveira, que denunciou Glenn Greenwald por “invasão de celulares”. O Brasil 247 informa que o sujeito é um aliado de Sergio Moro, foi sargento do Exército por 13 anos, persegue

O QUE O HOMEM-MOSCA TEM QUE MAURO NAVES NÃO TINHA

Diogo Mainardi foi flagrado trocando mensagens como subalterno de Deltan Dallagnol na Lava-Jato. Mainardi, como mostram as mensagens vazadas hoje pelo intercept, comportava-se como empregado da turma de Curitiba. Pois o sujeito respondeu hoje mesmo às revelações do jornal, com essa frase à la Bolsonaro no Twitter: “Só agora a bandidagem descobriu que eu apoio

PEGARAM O HOMEM-MOSCA

O Intercept pegou Diogo Mainardi, o homem-mosca, que prestava serviços (agora comprovados) para a Lava-Jato. O homem-mosca não só orientava e era orientado por Deltan Dallagnol, como suspendia a publicação de informações contra amigos da Lava-Jato e poderosos. A troca de mensagens vazadas hoje só reafirma o que todo mundo sabia, que o homem-mosca trabalhava

E OS NOMES DOS JORNALISTAS?

A Folha publica hoje um longo texto de Ricardo Balthazar sobre o Clube dos Jornalistas Lavajatistas (o titulo é meu), que comiam pela boca de Sergio Moro e Deltan Dallagnol. Balthazar conta como o esquema privilegiava jornalistas aliados, alguns transformados em dedos-duros do lavajatismo. Era uma estrutura podre, de entrevistas combinadas, que mantinha informados só

LAVA-JATO CONFESSA QUE MORO MENTIU

A Lava-Jato finalmente admitiu que vazava de forma seletiva as gravações com os grampos que fez de Lula. O argumento é a admissão de um delito. A turma de Deltan Dallagnol informa, em nota enviada hoje à Folha, que “o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso (referindo-se às operações

A MANCHETE CONTRA MORO QUE A FOLHA NÃO DEU

A Folha parece envergonhada com a própria manchete: “Moro contrariou padrão da Lava Jato ao divulgar grampo de Lula, indicam mensagens” Contrariar o padrão é um jeito tucano de dizer que Moro agiu sempre para perseguir Lula, ao divulgar apenas os grampos que interessavam ao plano do lavajatismo. Esta deveria ter sido a manchete: “Moro