GREENWALD É CRUEL COM AS TARAS BOLSONARISTAS

O jornalista Glenn Greenwald cometeu a maior crueldade com os militantes da extrema direita nas redes sociais. Ao dizer que o Intercept não irá divulgar mensagens que contenham intimidades do pessoal da Lava-Jato, Greenwald cortou o barato do bolsonarismo.

O jornalista deixou claro que não fará com Moro, Dallagnol e suas turmas o que Moro fez com Lula, ao grampear e enviar para a Globo diálogos sem nenhuma conotação política. Essa decisão do Intercept foi anunciada desde o começo, mas a extrema direita ainda tinha esperança.

Os bolsonaristas querem mensagens que acionem suas taras. Os textos falsos que estariam circulando pela internet, com informações sobre intimidades de lava-jatistas, mexeram com as fantasias dos adoradores de Bolsonaro.

Muitas das analogias primárias que eles tentam fazer, para refletir sobre qualquer assunto, passam pela ideia da sacanagem. O próprio Bolsonaro é o autor da frase que melhor expressa essa fantasia doentia. “O Brasil é uma virgem que todo tarado quer”.

Machismo, estupro, homofobia, violência são componentes presentes publicamente nas taras da extrema direita. Por isso Greenwald frustra muita gente excitada ao sonegar a possibilidade de divulgação de mensagens íntimas.

O bolsonarista quer mensagens íntimas, as mais devassas possíveis, mesmo que sejam contra os gurus deles. Eles só conseguirão entender o que se passava na Lava-Jato se tiverem acesso a sacanagens.

O bizarro é o combustível do fascista. Como o Intercept não irá divulgar nada do que eles pedem, é provável que eles mesmos passem a criar mensagens com suas obsessões. O fascista é um depravado exibicionista e insaciável.

O ANIVERSÁRIO DA VAZA JATO

Completa um mês nesta terça-feira a divulgação das primeiras conversas de Moro e Dallagnol, que configuram esse que já é o maior escândalo do Judiciário brasileiro.
A única consequência de impacto até agora pelo lado dos denunciados foi anunciada hoje. O ex-juiz decidiu tirar uma licença de cinco dias para descansar, depois de seis meses de governo.
Pois tente ler o que algum colunista da grande imprensa, um só, tenha escrito sobre a estranha licença do Sergio Moro numa hora dessas. Todos estão quietos. Todos.
Há um conluio entre a imprensa do golpe e Sergio Moro pelos grandes serviços prestados. É como se não tivesse acontecido nada, e Moro fosse sair de férias com a conge para ver a neve em Gramado.
Moro está mais perto de ver as mais altas labaredas da Vaza Jato, que se aproximam e cujo calor poderá ser sentido de onde ele estiver enquanto descansa da exaustão que lhe é imposta pelo Intercept.
Vamos comemorar a Vaza Jato e saudar de novo o jornalismo que não se intimida diante de justiceiros.