PEGARAM A TURMA DO RELHO

Vejam o que aconteceu com os líderes da cultura do relho, de Bagé, que atacaram a caravana do Lula.
De vez em quando, a Justiça pega alguns deles. Mas ainda falta pegar todos os chefões, os que compram relhos superfaturados não só em Bagé.
O link abaixo é do DCM:

https://www.diariodocentrodomundo.com.br/prefeito-de-bage-rs-que-elogiou-ataque-de-relho-a-caravana-de-lula-e-afastado-por-corrupcao/

OS MANOS DE BAGÉ

O caso dos manos de Bagé, Luis Augusto Lara e Divaldo Lara (ambos do PTB), pode ser mais um exemplo de como muitas famílias se articulam na política para levar adiante seus projetos a qualquer custo.
Os dois, o Luís Augusto deputado, presidente da Assembleia, e o Divaldo, prefeito da cidade, enfrentam acusações do Ministério Público semelhantes às que são feitas contra outras famílias conhecidas da direita.
Ambos respondem a uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (Aije), acusados de coagir servidores a usarem a máquina do município de Bagé em favor da campanha de Lara.
A acusação é grave: pressionavam funcionários a se engajar à campanha e a contribuir com dinheiro para a eleição do deputado. Há provas.
Por falar nisso, o Queiroz do Rio das Pedras, o homem da caixinha dos Bolsonaros, amigo dos manos da Barra da Tijuca, continua sumido.

https://gauchazh.clicrbs.com.br/politica/noticia/2019/02/presidente-da-assembleia-vira-reu-por-suspeita-de-abuso-de-poder-politico-e-economico-cjsoir23q03et01p88lyr78pg.html

Os bois e a universidade

É fácil entender a raiva da direita em cidades como Bagé, por onde a caravana de Lula passou ontem. Bagé tem uma das 18 universidades criadas por Lula e Dilma.

A universidade aterroriza as elites decadentes e a classe média que lhe dá suporte em uma das regiões mais atrasadas do Estado.

Descendentes de escravos e de peões terão diploma em Bagé. Filhos de domésticas e carpinteiros fazem faculdade e atormentam arremedos de fazendeiros.

A universidade pública tira das elites agrárias (protegidas também pelo entorno pobre e policialesco que a bajula) o brilho da exclusividade do diploma.

Além das outras explicações básicas e históricas que o povo da região do latifúndio já sabe sem precisar estudar muito.

Teremos reações em outras cidades pelos mesmos motivos. Até os bois sabem que a universidade é o pesadelo de quem explora o atraso.

Pobre metido a rico

Os reacionários de Bagé e arredores, que se organizaram para atacar a caravana de Lula, conseguiram produzir efeito contrário.
O pior, pelo que fiquei sabendo, é que teve muito pobretão do campo manipulado pelos arremedos de latifundiários decadentes, como se fizessem parte do mesmo grupo. O golpe contagiou um monte de pobre reaça.
Sou fronteiriço e sei que sempre teve pobre da zona de campo que se acha rico, mas nunca como agora. É assim em toda parte e em todas as atividades, inclusive entre jornalistas fofos que se consideram parte da elite.
Enquanto isso, a caravana de Lula segue em frente. Vou esperá-lo sexta-feira em São Leopoldo.