Adiós, neto ingrato

A Folha abandonou Paulo Guedes e sugere em manchete que ele peça pra sair.
Um sujeito que não consegue dizer que a mãe do seu pai é a sua avó não merece confiança.
É a retroescavadeira da grande imprensa. Se a Globo aderir à ideia, adiós Guedes.
Tem um monte de gente na fila para a função de Guedes, ou Bolsonaro pode fazer remanejamentos.
Weintraub cuidaria da economia e Damares assumiria a educação. A vantagem é que na economia Weintraub lidaria mais com números do que com letras. E Weintraub é bom em matemática.
Regina Duarte iria para o lugar de Damares, e Zezé Di Camargo e Luciano assumiriam a cultura.
A extrema direita tem bons quadros em todas as áreas.

A mãe do pai

E agora tem esse pedido de desculpa do Paulo Guedes: “A mãe do meu pai foi uma empregada doméstica”.
A mãe do pai, que era casada com o pai do pai dele, vem a ser filha da bisavó e do bisavô e tia dos primos dos pais de Guedes.
Por que o sujeito não disse que a avó dele foi doméstica? É um bloqueio? É uma negação?
É um constrangimento porque a avó nunca foi à Disney?

GUEDES USA AS DOMÉSTICAS PARA AVISAR OS AMIGOS

Paulo Guedes mandou dois recados ao fazer o comentário sobre o dólar e a história das viagens das empregadas domésticas para a Disney.
O primeiro recado não foi, como se pensa, para as domésticas, mas para os especuladores. Ao dizer que o dólar se manterá alto, Guedes deu uma senha: divirtam-se com o enfraquecimento da moeda nacional.
Tanto que ontem o dólar subiu depois da fala do sujeito e chegou a R$ 4,38 e só caiu porque o Banco Central entrou no mercado e ofereceu a moeda americana. Bolsonaro está queimando à vontade as reservas formadas nos governos Lula e Dilma.
É uma festa. E até as domésticas vão sendo usadas como pretexto. Como queria mandar o recado para os amigos, Guedes desqualificou as empregadas, porque ele não deseja mesmo ver pobre viajando de avião.
Guedes não estava falando das domésticas, mas dos pobres em geral. Pobres e negros. O bolsonarismo odeia pobre.
Ele não podia simplesmente dizer: prestem atenção, meus amigos, porque o dólar não vai cair, ao contrário, vai continuar subindo. Então, usou as domésticas.
Porque ele sabe que empregada doméstica só viaja para os Estados Unidos para acompanhar as patroas.
Ingênuos devem estar dizendo: mas quem manda na política monetária e faz a gestão da moeda é o Banco Central. E eu digo: então tá.

A NOVA VERSÃO DO PARASITA

Meu texto no Extra Classe, publicado um dia antes da última besteira do parasita, mas antecipando que mais agressões já eram aguardadas.

https://www.extraclasse.org.br/opiniao/colunistas/2020/02/a-nova-versao-do-parasita/?fbclid=IwAR0d-G3aaiTOlqqcWcr-oVCIDhJ4xQL2fQqjYOsP98PKNzh_SW93SpRNQd8

GUEDES CHAMA SERVIDORES DE PARASITAS

Em evento na FGV no Rio, Paulo Guedes definiu hoje os servidores como “parasitas”. Esta é a frase:
“O hospedeiro está morrendo, o cara (servidor) virou um parasita. O dinheiro não chega no povo e o servidor quer reajuste automático”.
É uma agressão, que deveria finalmente provocar reações de um funcionalismo público federal tão ou mais resignado do que a maioria da população.
Por acaso, escrevi hoje pela manhã sobre a omissão dos servidores públicos que não reagem ao aparelhamento e à destruição do Estado.
O artigo está logo abaixo aqui no meu blog.

BOLSONARO VAI HUMILHAR MORO, DE NOVO

Bolsonaro encontra-se com Sergio Moro hoje às 15h30min. O ex-juiz será submetido a mais uma sessão de humilhação, dessa vez tendo Paulo Guedes como testemunha.

É fácil adivinhar o que será anunciado depois da reunião: que Moro terá não sei quantos milhões para seus planos mirabolantes de combate à criminalidade. E que os dois fizeram uma trégua, porque até agora nenhum deles sabe o que perde e o que ganha com um desenlace.

Também poderão ser divulgados detalhes da conversa sobre a viagem à Índia, com Bolsonaro contando a Moro o que achou do Taj Mahal.

Não será desta vez, mas um dia, quando a situação ficar insuportável e Moro estiver quase na porta da rua, Bolsonaro irá dizer: eu sei o que você sabe do assassinato de Marielle.

Quando esse dia chegar, os dois irão se abraçar com força e soletrar a mesma frase no ouvido do outro, quase ao mesmo tempo: estamos juntos.

Esse encontro derradeiro, que talvez aconteça logo, terá Paulo Guedes como única testemunha, porque Guedes tem aquele jeito desligado de ser e nunca saberá dizer o que testemunhou.

No final desse encontro de despedida, Guedes irá perguntar ao ex-juiz, quando este já estiver no corredor: e do Queiroz e do Flavio, o que você sabe?

Moro dará aquele meio sorriso autêntico, que apresentou algumas vezes no Roda Viva, com os olhos meio fechados e aquela cara marota de garoto cinquentão de Curitiba, e dirá: converse com seu chefe.

Guedes é o Roberto Alvim que deu certo

Paulo Guedes diz na maior caradura no Fórum de Davos: “As pessoas destroem o meio ambiente porque precisam comer”.
Quis sugerir, como se falasse para a direita imbecil do Brasil, que os destruidores da Amazônia são os pobres, e não os traficantes de madeira, os grileiros, os latifundiários e os assassinos de índios.
E ainda defendeu a liberação sem limites de agrotóxicos, num evento em que a pauta é a proteção do ambiente.
Paulo Guedes é o Roberto Alvim que deu certo.

A FRAUDE DO PIBINHO

O pibinho de 06,% do último trimestre, comemorado pela Globo, é uma fraude resultante da manipulação de números das exportações pelo governo. A denúncia é do jornal Financial Times e virou assunto mundial hoje.
A grande imprensa brasileira, que faz festa pelo pibinho para agradar o mercado e induzir o povo ao consumo, está sendo humilhada pela imprensa britânica.
O bolsonarismo frauda até os dados de uma economia morta, que a Globo tenta ressuscitar de qualquer jeito, na função de animadora da extrema direita.
(Sempre lembrando que o Financial Times é o jornal dos liberais e vem apoiando as reformas de Paulo Guedes. É liberal, mas não é imbecil.)