O CARÃO DA ESTUDANTE EM BOLSONARO

Informação do site do Estadão. Uma menina se recusou a cumprimentar o presidente Jair Bolsonaro durante a celebração de Páscoa, na última quarta-feira, 17, no Palácio do Planalto. O próprio Bolsonaro divulgou um vídeo em sua conta no Twitter do momento em que cumprimenta crianças da Escola Classe 1 da Estrutural, região da periferia de Brasília, e Yasmin – nome identificado no crachá – se nega a estender a mão para ele.
Ao publicar o vídeo feito no Planalto, Bolsonaro citou um versículo do livro bíblico de Provérbios: “Ensina a criança o caminho que deve andar e mesmo quando for velho, não se desviará dele.” Na postagem, ele ainda escreve “vamos cuidar do futuro do Brasil!”.
O interessante é que o próprio Bolsonaro divulgou o vídeo em que leva o carão da menina. Certamente uma barbeiragem da assessoria de efeitos especiais do Planalto.

O VERDADEIRO CHICO

O vídeo com o ‘falso’ Chico Pinheiro (será?) é uma das coisas mais sensacionais desde o início da internet.
Pela imitação, pela perfeição do tom de voz e das pausas, pelo texto, pelo roteiro e pela edição de imagens, a cantiga de Pesadelo, de Paulo César Pinheiro, em que ele troca a palavra muro por Moro, como observaram os que conhecem MPB.
É fake? Mas aí, meu amigo, o que é verdadeiro hoje na política fora a coragem do Lula?, como diria esse Chico Pinheiro que parece ter encarnado o espírito de Orson Welles para emocionar o Brasil.
Isso não é fake news, é arte, até porque o próprio autor sabia que seria desmascarado, ou não.
Eu passei a integrar o grupo dos que acreditam que aquele é o Chico verdadeiro. O mundo não é só dos Wlllians Waacks.
(Que não apareça um perito de voz da própria Globo, aquele tal Ricardo Molina, tentando acabar com essa bela confusão.)

Intocáveis?

William Waack é apenas uma das excrescências que a Globo mantém no ar. O jornalismo se autoprotege há muito tempo, principalmente nos redutos da direita, porque os tais ‘formadores de opinião’ se acham intocáveis.
Quem comentar qualquer atitude de jornalista, centrado nas suas atividades, corre o risco de ser acusado de atentar contra a liberdade de opinião. Não é nada disso.
Jornalista é tão criticável como qualquer outro profissional de qualquer área. Jornalista que critica o Papa, os políticos, os jogadores de futebol, os professores (alguns adoram atacar professores em greve), os servidores públicos e os sindicalistas e ainda faz fofoca de celebridade tem que se submeter às críticas também dos colegas.
Jornalista não tem foro privilegiado. Jornalista que protege colega para livrá-lo de críticas age em nome do corporativismo, só isso. E pior ainda se o corporativismo é acionado para proteger racistas.

https://f5.folha.uol.com.br/televisao/2017/11/william-waack-e-acusado-de-racismo-apos-video-vazado-na-internet.shtml

Esnobado

O juiz Sergio Moro foi defendido dos ataques do PT, ontem na Câmara, pelo deputado Eduardo Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Mas no aeroporto de Brasília, quando retornava a Curitiba e o Bolsonaro pai tentou pararicá-lo, foi extremamente frio e distante diante da cordialidade do homem que o apoia com devoção. O vídeo foi feito ontem na praça de alimentação. Moro prefere tirar fotos com os tucanos.