O PLANO DE JANOT PARA MATAR GILMAR MENDES

Em maio de 2017, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pegou uma arma e foi ao Supremo para matar Gilmar Mendes e depois se suicidar.
É o horror de tempos de lavajatismo contado em reportagens do Estadão e de Veja que antecipam detalhes do que será narrado em um livro de Janot.
É também uma amostra do que pode acontecer a qualquer momento, agora num ambiente ainda mais surtado pelo bolsonarismo.
Abaixo, os dois links, das reportagens do Estadão e da Veja:

https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,janot-ia-ser-assassinato-mesmo-ia-matar-ele-gilmar-e-depois-me-suicidar,70003026931?fbclid=IwAR35tzgVsZz45EaIYVJDB3BF2QVvOADFlLJzEOA-EOvSDZsuZVjykruWwII

https://veja.abril.com.br/politica/janot-gilmar-ia-dar-um-tiro-na-cara-dele/?fbclid=IwAR3RToB3jKTWUdaAKf-v6EdAn-hqB9eofGgx4KODwOpOJnXalKatAfApZl4

UM DIA SABEREMOS

Continuo recebendo, todos nós recebemos, dezenas de mensagens com o vídeo em que se erguem interrogações sobre as pessoas, as movimentações e outras questões do atentado a Bolsonaro.
O Brasil será melhor no dia em que descobrirmos tudo, ou quase tudo, sobre a ascensão de Bolsonaro e sua turma ao poder, sobre os conluios com o Judiciário e a imprensa, sobre a trajetória de Sergio Moro, sobre o que há além de Queiroz, sobre o que Tacla Duran conta e ninguém investiga, sobre a máfia que matou Marielle.
Hoje, sabemos muito, mas são indícios que poderão levar a esclarecimentos daqui a algum tempo. Um dia teremos as provas do golpe contra Dilma, da prisão de Lula, da tentativa de massacre dos líderes das esquerdas.
Eu torço para que isso aconteça logo e pretendo participar do jeito que for possível dos esforços que levem a esses esclarecimentos.
O Brasil hoje na penumbra do bolsonarismo saberá desvendar o que nos levou à idiotia e ao fascismo.
(O link para o vídeo está na área de comentários. Que cada um lide como quiser com as perguntas apresentadas. Me interessam principalmente as indagações das imagens do atentado.)

 

 

 

MADURO E MARIELLE

O que fez a imprensa brasileira sobre o atentado com drones com bombas contra Maduro? Passou a insistir, com ironia, na suspeita de que o ataque havia sido armado pelo próprio governo.
Vivemos num país em que até hoje nada se sabe, além de especulações, sobre o assassinato de Marielle Franco.
E não se lê nada, mas nada mesmo, sobre esforços da grande imprensa no sentido de fazer com que o jornalismo investigativo contribua para o esclarecimento do crime, que dia 14 completará cinco meses.
Há apenas manifestações de indignação. Mas a indignação como retórica é cínica e vazia.
Não há mais nada na grande imprensa, além de abordagens superficiais e noticiosas, sobre a morte de Marielle, que se encaminha para o esquecimento. Mas a imprensa sabe que o atentado a Maduro foi uma armação.
O jornalismo investigativo brasileiro nada faz de mais relevante sobre o caso de Marielle porque foi sufocado pelos altos comandos reacionários das empresas, e não das redações.
As redações ainda tentam reagir, mas há pouco a fazer. A imprensa é protagonista do golpe. E, desde o golpe, a imprensa brasileira atua muito bem em investigações na Venezuela.

A vez dos tiros

Já não atacam só com pedras e relhos. Dois ônibus da caravana de Lula foram atingidos por quatro tiros agora no início da noite na saída da cidade de Quedas do Iguaçu, no Paraná.
A presidente do PT, Gleisi Hoffmann, define o atentado como uma emboscada.
E ainda há quem brinque com a violência como se isso fosse manifestação de valentia.
A direita perdeu o controle dos seus jagunços no Sul, ou quem sabe seja isso mesmo que o golpe esteja esperando que aconteça agora, o assassinato de Lula.