QUEM A FOLHA ESTÁ PROTEGENDO?

Por que a Folha informa que Gregório Duvivier falou com o hacker que invadiu os celulares do pessoal da Lava-Jato e não diz quem são os jornalistas que agiram em conluio com Deltan Dallagnol e Sergio Moro para trocar informações e até dedurar possíveis suspeitos?
A Folha informa desde hoje cedo que Duvivier perguntou ao hacker, por curiosidade, se ele havia grampeado certos jornalistas, incluindo William Bonner.
O hacker trocou mensagens com Duvivier depois do começo dos vazamentos, e a Folha teve acesso às conversas do humorista, que estão sob guarda da Polícia Federal.
Mas a Folha não cita os nomes dos jornalistas de outra reportagem, que trocavam informações com a turma da Lava-Jato, chegando ao ponto de dedurar possíveis suspeitos.
Duvivier tem o nome exposto. Mas a Folha protege os nomes de outros jornalistas (não seriam poucos) que aparecem em outros vazamentos obtidos pelo Intercept como parceiros da Lava-Jato e participantes de uma estrutura podre de bajulação e vazamentos seletivos.
Quem a Folha está protegendo?

LAVA-JATO ATIRA EM MORAES E NO SUPREMO

Ninguém mandou Alexandre de Moraes mexer com a turma da Lava-Jato e ferir os interesses dos procuradores que se submetiam às ordens de Sergio Moro.

Um grampo feito pela Polícia Federal em 2015 dá o troco. A Folha divulga hoje conversas comprometedoras de Moraes, que atuava informalmente (e ilegalmente) como advogado do desembargador Alexandre Victor de Carvalho, enquanto era secretário da Segurança Pública de São Paulo.

Moraes promete todos os lobbies possíveis com ministros do Supremo para livrar a cara do sujeito denunciado por empregar parentes.

Alexandre de Moraes não poderia ser advogado do homem, porque era secretário de Segurança. E as conversas com o cliente mostram a promiscuidade disseminada no Judiciário. Nenhuma novidade.

O que importa é saber que história é essa de divulgar agora grampos de 2015. De onde saíram os vazamentos de grampos feitos pela Polícia Federal agora sob o comando de Moro.

A conclusão óbvia é esta. A PF manteve os grampos sob sigilo nos governos de Dilma e do jaburu, mas agora achou bom soltar tudo.

Por que as conversas foram divulgadas agora? Ou a PF não tem nada com isso? Quem facilitou o acesso aos grampos? A Folha fala em “relatório da PF”.

No caso do hacker que pegou as conversas de Moro e de Dallagnol, a PF agiu com rapidez e descobriu tudo.

Com os vazamentos de hoje, alguém está dizendo aos envolvidos: no jogo sujo dos grampos, continua valendo toda a podridão possível.

E o vazador avisa: pode ter mais. Contra outros ministros do Supremo em guerra com os procuradores da Lava-Jato e Moro? Contra quem?

A Lava-Jato pode ter decidido ir para a batalha final contra seus inimigos.

LAVA-JATO CONFESSA QUE MORO MENTIU

A Lava-Jato finalmente admitiu que vazava de forma seletiva as gravações com os grampos que fez de Lula. O argumento é a admissão de um delito.
A turma de Deltan Dallagnol informa, em nota enviada hoje à Folha, que “o grau de sigilo das escutas telefônicas realizadas durante as investigações do caso (referindo-se às operações de Curitiba de caçada a Lula) variou de acordo com a gravidade dos crimes revelados pelos diálogos interceptados pela Polícia Federal”.
Claro que para eles o que importava era grampear e divulgar os grampos que envolviam Lula. Os outros grampos não eram enviados para a Globo e os amigos dos jornais.
“Quanto maior a gravidade dos fatos, menor o grau de sigilo”, afirmou a força-tarefa a respeito de reportagem de hoje da Folha sobre o fato de que a Lava-Jato só vazava os grampos de Lula.
“A decisão no caso envolvendo o ex-presidente Lula seguiu esse mesmo princípio, sendo devidamente fundamentada”, afirma a nota.
A força-tarefa de Dallagnol acaba desmentindo o próprio Sergio Moro, chefe de fato de Dallagnol.
A Folha relembra que, ao tornar públicas dezenas de conversas telefônicas de Lula, Moro disse que em 2016 seguira o padrão estabelecido em outros casos da Lava-Jato, ou seja, argumenta que divulgava grampos aleatoriamente.
Levantamento do próprio MP, obtido pelo Intercept e divulgado hoje pela Folha, mostra que apenas as escutas de Lula eram divulgadas.
E agora a nota do Ministério Público informa oficialmente, ao admitir o vazamento seletivo, que Moro mentiu. O padrão era outro, era o de grampear muitos, mas divulgar apenas os grampos de Lula. Moro e Dallagnol eram seletivos para tentar incriminar Lula.

A MANCHETE CONTRA MORO QUE A FOLHA NÃO DEU

A Folha parece envergonhada com a própria manchete:
“Moro contrariou padrão da Lava Jato ao divulgar grampo de Lula, indicam mensagens”

Contrariar o padrão é um jeito tucano de dizer que Moro agiu sempre para perseguir Lula, ao divulgar apenas os grampos que interessavam ao plano do lavajatismo.

Esta deveria ter sido a manchete:
“Moro só divulgava os grampos contra Lula”

Moro divulgou os grampos que fez de Lula, incluindo a conversa do ex-presidente com a presidenta Dilma Rousseff, porque aqueles eram os grampos que favoreciam a caçada.

A própria turma do Ministério Público na Lava-Jato fez o levantamento em 2016, vazado por troca de mensagens entre os envolvidos no conluio.

A nova revelação da Folha, baseada no material obtido pelo Intercept, que apenas reafirma o que já se sabe: Moro só queria dar publicidade aos grampos de Lula. O Intercept conseguiu mais uma prova do modo de agir do ex-juiz:

“O levantamento da Lava Jato (de 2016), que analisou documentos de oito investigações em que também houve escutas telefônicas, indicou que somente no caso do ex-presidente os áudios dos telefonemas grampeados foram anexados aos autos e o processo foi liberado ao público sem nenhum grau de sigilo”.

Diz a Folha: “Nos outros exemplos encontrados pela força-tarefa, todos extraídos de ações policiais supervisionadas por Moro na Lava Jato, o levantamento do sigilo foi restrito. Apenas os advogados das pessoas investigadas puderam ter acesso aos relatórios da PF e aos áudios com as conversas interceptadas”.

Mas, ao invés de dizer que Moro só divulgava os grampos de Lula, a Folha decidiu passar o pano na própria manchete e sair com essa de que o ex-juiz contrariava “o padrão” da Lava-Jato. Mais um pouco e o jornal pede desculpas pela descoberta que fez ao analisar as mensagens.

O que importa é que o conluio lavajatista se manifesta em várias frentes. O levantamento do MP tentava provar, lá em 2016, que Moro divulgava tudo. Saiu pela culatra. Moro era seletivo contra Lula.

Dallagnol, o prestativo, quis ajudar o chefe, ao dizer que Moro era um vazador compulsivo, mas se deu mal. Moro escolhia o que vazar. O ajudante de Bolsonaro era o justiceiro encarregado pela direita de pegar Lula.

O VAZADOR

Agora temos a prova do que todo mundo sabia e está no UOL. Este é o começo da notícia:
“Diálogos obtidos pelo site The Intercept Brasil e publicados hoje apontam que o coordenador da Operação Lava-Jato, Deltan Dallagnol, mentiu ao público ao negar que agentes públicos passavam informações de investigações à imprensa. Em chats no Telegram, procuradores admitem “vazamentos”, e Dallagnol aparece antecipando um passo de uma das operações a jornais”.
Numa das conversas, um procurador usa a expressão “vazamento seletivo”. Confirma-se o que Gilmar Mendes dizia.
A Lava-Jato era movida a delações e vazamentos e poderá ser finalmente desmontada pelo Supremo que concordava com tudo.
Dallagnol e sua turma viciaram os amigos da imprensa em vazamentos. Um dia alguém terá de contar como funcionava esse conluio.
Mas o procurador sem escrúpulos sabe que será abandonado pelos antigos cúmplices.
Dallagnol só tem hoje a proteção corporativa da sua chefe indecisa no Ministério Público. O resto saltou fora.

FALE, RAQUEL DODGE

Deltan Dallagnol, o procurador sem escrúpulos, oferece mais argumentos para que sua chefia saia do silêncio. As mensagens que o site do El País divulgou hoje, com ataques e comentários depreciativos de Dallagnol à procuradora, tirariam qualquer liderança do sério e do imobilismo.

Saberemos logo se irão abalar o silêncio obsequioso de Raquel Dodge, a procuradora que até hoje nada comenta sobre nada, que aguarda um sinal de que Bolsonaro pode passar a cortejá-la para a recondução à Procuradoria-Geral da República e que se mostra incapaz de arbitrar, por prerrogativa, por liderança, por imposição hierárquica, as ações da sua turma em Curitiba.

Dallagnol diz nas mensagens que não confia na chefe, porque ela atrasa acordos de delação. Sente saudade de Rodrigo Janot. Planeja (talvez tenha feito) usar a tática de plantar notícias na imprensa contra a procuradora. E estimula os colegas a debocharem da autoridade que deveria chefiá-los.

Dallagnol sempre teve pressa para agir contra Lula, e Raquel parecia não acompanhar o ritmo da força-tarefa. A procuradora não irá gostar de ler o que El País publica.

Raquel Dodge teve um encontro recente com Dallagnol e mandou recados à imprensa, dizendo que ainda confia no subalterno. Com as mensagens divulgadas agora, pode continuar afirmando a mesma coisa, o que não causaria nenhuma surpresa.

Curitiba era e talvez ainda seja um ninho de cobras. Está claro nas mensagens anteriores, também divulgadas, pelo El País, que Dallagnol não tinha a confiança de muitos procuradores.

Alguns deles demonstravam constrangimento com as atitudes de quem deveria ser o chefe da força-tarefa (sabemos agora que o chefe de fato era Sergio Moro), principalmente pela avidez com que Dallagnol tratava as conversas sobre palestras pagas.

Os procuradores desconfiavam de Dallagnol, que desconfiava de Raquel, envolvida, segundo ele, numa aproximação demasiada com Gilmar Mendes, para quem sabe virar ministra do Supremo.

Lembremos que Dallagnol não teve o apoio de Raquel para abocanhar os R$ 2,5 bilhões da Petrobras que seriam destinados à fundação que, dizia ele, iria ajudar no combate à corrupção. Até hoje essa história não foi bem contada.

Com as novas mensagens, Raquel Dodge terá de falar, ou prolongará um silêncio que retumba em Brasília e poderá consumir o que resta da sua autoridade.

ABRAM TODAS AS CAIXAS DA LAVA-JATO

A pergunta que retumba desde ontem é esta: a Polícia Federal irá se livrar dos constrangimentos criados por Sergio Moro e finalmente investigar, com destemor e autonomia, os conteúdos das mensagens da Lava-Jato?
A PF tem agora farto material a ser analisado. Qualquer aprendiz de jurista diz e todo o Brasil já sabe que investigações não devem se limitar ao delito cometido por invasores ou ladrões, nos casos de celulares, computadores, carros, casas ou empresas.
O Código de Processo Penal determina que tudo seja investigado, o ladrão, a vítima, as circunstâncias, as motivações e o conteúdo do roubo.
Se não fosse assim, poderíamos dar esse exemplo bem infantil, para crianças e adolescentes. Ladrões assaltam a casa de uma alta autoridade e furtam o que há lá dentro. A polícia encontra o objeto do furto. São caixas com um pó branco.
Se fosse fazer o que a PF está fazendo desde o início dos vazamentos de mensagens, os ladrões seriam presos e o pó branco poderia até ser devolvido, sem análise, aos donos.
A alegação seria que a polícia estava investigando o furto, não o conteúdo do furto. E que a vítima era uma alta autoridade.
É desculpa para bolsonaristas. A PF pode agir de ofício, por conta própria, e investigar o que há nas caixas da Lava-Jato. Mas a PF é chefiada por Sergio Moro, o dono do que foi furtado.
Está todo mundo quieto, com raras exceções, diante do silêncio em relação às investigações que já deveriam estar sendo feitas. A PF não vai analisar o que foi apreendido? O Ministério Público também ficará em silêncio e acovardado?
O Brasil quer saber bem mais do que já sabe sobre os hackers de Araraquara que reuniam até filiado do PFL. Os juristas ditos liberais devem cobrar que a ação da polícia vá mais adiante. Vamos abrir as caixas putrefatas da Lava-Jato.

OS HACKERS DE MOSCOU E DE TAUBATÉ

A informação que mais circula sobre os hackers presos é esta: são espiões de baixa qualidade, que fizeram uma intromissão tosca nos celulares ou nos arquivos de Sergio Moro e Deltan Dallagnol.

Estamos diante de invasores de terceira categoria (um deles seria ligado ao PFL), que usaram baixa tecnologia para hackear informações das duas maiores autoridades da Lava-Jato, o juiz e seu subordinado imediato no Ministério Público.

Diante disso, parece desfeita a suspeita, repetida em declarações categóricas do ex-juiz, de que os hackers seriam parte de um esquema poderoso e milionário de tentativa de destruição da Lava-Jato.

Seriam, mas ainda não temos os hackers de Moscou. Os presos ontem seriam artesãos do hackeamento de fundo de quintal em Araraquara.

E aí então podemos chegar às outras conclusões. Se qualquer hacker de várzea hackeou as informações de duas altas autoridades, envolvidas na maior caçada a corruptos da História, é porque o sistema de segurança deles também era tosco.

Se Moro tudo sabia de todo mundo, determinando grampos inclusive de advogados de Lula, como ficou tão exposto a invasões de estelionatários?

Ao depreciarem os hackers, os hackeados estão desqualificando a estrutura que estava montada em torno deles e levando a outra conclusão: Moro e Dallagnol tinham (e talvez ainda tenham) a soberba dos intocáveis e indevassáveis.

Mas Moro e Dallagnol devem saber que conviveram com um vazador de informações bem mais próximo do que os chinelões que brincavam de hackear os lava-jatistas.

Moro e Dallagnol sabem que essa história dos hackers não tem relação alguma com as conversas escabrosas vazadas para o Intercept. Eles sabem que os diálogos reveladores do conluio juiz-procurador estão sendo conhecidos agora por outro vazamento.

Esse é o drama de Moro e Dallagnol. Mesmo que tenham sido presos os hackers de Taubaté, o pesadelo continua. Os dois devem continuar as investigações (ou não), porque o grande vazador pode estar longe dos hackers trapalhões. O medo dos vazados não se desfez.

Os arquivos das conversas do conluio podem ter saído de gente que talvez tenha convivido com os conversadores, ou que ainda esteja convivendo. Saiam de Taubaté.

O ATORMENTADO

Se a Vaza-Jato já fosse uma investigação criminal (em algum momento será), o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima poderia ser um candidato a delator.
Santos Lima é o servidor atormentado pelas arbitrariedades de Sergio Moro, como revelam as conversas divulgadas hoje pela Folha.
O procurador da Lava-Jato sabia que Moro era um autoritário que passava por cima das leis e do bom senso quando impunha como deveriam ser os acordos de delação.
Mas ele era apenas um servidor desconfortável entre procuradores submissos, que cumpriam as ordens do juiz porque Dallagnol achava que assim deveria ser.
Dallagnol foi dominado por Moro e acabou constrangendo os colegas que deveria liderar.
As falas de Santos Lima nas conversas vazadas mostram que os métodos de Moro deixaram sequelas profundas na força-tarefa do Ministério Público.
O procurador aposentado Santos Lima deveria falar, em respeito ao Ministério Público.

A hora de investigar o instituto do procurador endinheirado

Chegou a hora de investigar a fundo os negócios de Deltan Dallagnol, mas sem vacilações. Em março, a Procuradoria-Geral da República travou a criação das Organizações Tabajara do procurador da Lava-Jato. Mas isso não basta.
Com as novas mensagens divulgadas pela Folha, é preciso ir adiante para desvendar por completo a ideia do procurador de criação da fundação com os R$ 2,5 bilhões da multa imposta à Petrobras.
Ninguém mais fala do instituto de Dallagnol, cuja criação teve o aval da vara especial comandada por Sergio Moro, ou não teria sido nem mesmo projeto. A imprensa e o Ministério Público abandonaram o assunto, ressuscitado pelas mensagens agora publicadas.
Dallagnol queria ganhar dinheiro desde 2015, como mostram as mensagens. Mas é preciso ordenar o conjunto de informações que ele passa aos colegas para entender quando a ideia da fundação ainda está viva e quando ele parece optar por outra saída.
Essa mensagem abaixo é recente, de 3 de março deste ano:
“Se fizéssemos algo sem fins lucrativos e pagássemos valores altos de palestras pra nós, escaparíamos das críticas, mas teria que ver o quanto perderíamos em termos monetários”.
Duas semanas depois, a procuradora-geral, Raquel Dodge, determinou formalmente que Dallagnol desistisse da ideia da fundação.
A dúvida é esta: o procurador insistia com o projeto, com outro formato, mesmo sabendo que sua chefe estava tratando do seu plano esdrúxulo e que iria, logo depois, determinar que ele abandonasse tudo?
É a investigação a ser feita. O que as mensagens sugerem é que, ao perceber que a fundação não iria prosperar, Dallagnol agarra-se ao novo projeto da entidade sem fins lucrativos, mas já sabendo que não pode contar com o dinheiro da Petrobras.
O que ele quer, ao criar o grupo de mensagens que trata do assunto com colegas, em dezembro 2018, é ganhar dinheiro. O procurador envolve até a esposa em suas expectativas de ficar rico. Fernanda, a mulher dele, seria dona-laranja numa empresa promotora de palestras.
Esse texto é da Folha: “Cerca de três meses antes de iniciar o grupo para discutir a abertura da empresa, Deltan informou a esposa sobre a lucratividade das palestras apurada até setembro de 2018.
Essa é a mensagem: “As palestras e aulas já tabeladas neste ano estão dando líquido 232k [R$ 232 mil]. Ótimo… 23 aulas/palestras. Dá uma média de 10k [R$ 10 mil] limpo.”
No mês seguinte, como mostra a Folha, o procurador manifestou suas previsões de renda extra para o fechamento de 2018.
“Se tudo der certo nas palestras, vai entrar ainda uns 100k [R$ 100 mil] limpos até o fim do ano. Total líquido das palestras e livros daria uns 400k [R$ 400 mil]. Total de 40 aulas/palestras. Média de 10k limpo”, disse o procurador.
Dallagnol era um homem que fazia contas. O jornalismo ainda deve a grande reportagem sobre a evolução do plano do instituto com dinheiro da Petrobras e de outros projetos para faturar alto.
O Ministério Público não pode continuar calado. Se ficar, estará daqui a pouco diante de algo maior.