UMA CIDADE SOB CONTROLE DOS FASCISTAS

Uma cidade que se cala, como o Rio se calou, diante do assassinato de uma criança por milícias do próprio Estado que deveria protegê-la, é uma cidade que não pode exigir o respeito de ninguém. Se não reagir amanhã, se continuar alienado, se permanecer indiferente à matança de pobres, negros e crianças, o carioca estará

O porto dos milicianos

A Globo cutucou Bolsonaro no JN com a pauta das máfias do contrabando do Porto de Itaguaí, no Rio. As máfias derrubaram o comando dos auditores fiscais e o superintendente da Polícia Federal, que vinham reprimindo os contrabandistas. A bandidagem do contrabando trabalha articulada com os milicianos amigos da família Bolsonaro, que controlam a região.

A AMPLIAÇÃO DAS MILÍCIAS

Está nos cantinhos dos sites. Nenhum jornal da grande imprensa teve o peito de dar em manchete a declaração de Bolsonaro ontem em Santa Maria, quando finalmente explicitou em discurso o objetivo do armamentismo bolsonarista: “Nossa vida tem valor, mas tem algo com muito mais valoroso do que a nossa vida, que é a nossa

As escolas do Rio ficam agora à espera do bom jornalismo (e da ciência política) para que se compreenda a dimensão da trincheira que criaram na resistência democrática. E que resistência. O que se viu na Sapucaí é a arte popular tentando sobreviver ao avanço do moralismo neopentecostal e da extrema direita aliada aos milicianos,

AS MILÍCIAS E A GLOBO

Todos os dias o Globo traz alguma reportagem sobre as milícias e os Bolsonaros. Hoje, não achei nada, até porque não há como manter o assunto em pauta todo tempo. O Brasil já teve e tem políticos ligados descaradamente a grileiros, desmatadores, assassinos de índios, banqueiros, sonegadores, juízes e todo tipo de mafioso. Mas o

Mistério?

Como a ligação dos Bolsonaros com as milícias ficou intocável antes e durante a campanha eleitoral? Que incompetência coletiva (principalmente das esquerdas) livrou a família da confusão que só agora os Bolsonaros enfrentam? Como Queiroz e os amigos do Rio das Pedras circulavam incólumes nos mesmos ambientes dos Bolsonaros durantes anos (e por eles eram

O gesto desesperado de Jean Wyllys

É mais do que um gesto pessoal, é um gesto político devastador para a imagem do Brasil. Jean Wyllys decidiu não assumir o terceiro mandato de deputado federal pelo PSOL. Vai deixar o Brasil para tentar sobreviver como exilado em algum lugar. O mundo ficará sabendo como uma perseguição implacável tira do Congresso e afugenta