LIVREM-SE DE BORBA GATO E EVITEM AS ESTÁTUAS DE BOLSONARO COM MILICIANOS

O incêndio da estátua de Borba Gato em São Paulo atualiza o debate sobre a destruição de monumentos erguidos para bandidos homenageados por crueldades praticadas em nome do poder dos brancos. A controvérsia sempre tem abordagens aparentemente históricas, que de históricas não têm nada. Dizem, por exemplo, que Borba Gato é parte da construção do

A MARRETA DO PADRE LANCELLOTTI E OS QUE AINDA TORTURAM COM PEDRAS

As máquinas chamadas de maricotas, usadas pelos torturadores para aplicar choques em prisioneiros políticos na ditadura, eram parte do patrimônio público. Podiam ser clandestinas, não apareciam em registros oficiais, mas eram fabricadas com dinheiro do governo. Aparelhos macabros, mas bens de todos. As pedras usadas como cama de tortura para miseráveis, que o padre Júlio

IR PRA ONDE?

O engenheiro e urbanista Jorge Abrahão escreve hoje na Folha sobre uma pesquisa realizada há um ano em São Paulo. Entre muitas coisas desagradáveis (relacionadas com racismo, homofobia, violência), 63% dizem que iriam embora da cidade se pudessem morar em outro lugar. É um índice muito alto, e ele pergunta qual seria o percentual hoje.

A máfia impune

Desde 2000 o cartel de trens de São Paulo corrompe e paga propinas a corruptos de governos tucanos. Mas há apenas oito anos (e porque autoridades suíças fizeram um apelo nesse sentido) a máfia do metrô é investigada. Hoje, o Ministério Público Federal em São Paulo denunciou nove pessoas por lavagem de dinheiro. Não há nenhum (NENHUM)

A direita que tenta te enganar

Uma das notícias em destaque nos sites hoje é esta: João Doria Júnior, o tucano eleito prefeito de São Paulo, promete doar todos os salários, porque é uma pessoa boa e do bem. A primeira doação será para, diz ele, “a associação para as crianças defeituosas”. A direita brasileira não comete gafes, como dizem as

A direita exibicionista

A direita brasileira pós-64 foi cruel, dissimulada, inquisidora, mas era bem mais recatada do que a direita reciclada de hoje, como observa minha amiga Cida Cunha. A direita continua cruel, mas ficou exibicionista, refestelada, porque sabe que dispõe hoje – talvez mais até do que no tempo da ditadura – de um Judiciário seletivo que