Precisamos falar de ditadura, tortura, reparação e anistia

A ascensão de figuras da extrema direita na política brasileira nunca será compreendida (para que não sejam aceitas com naturalidade) sem o entendimento de nossas omissões. E uma das omissões mais graves foi a negação do debate sobre as impunidades da ditadura. Dessas impunidades surgiram sujeitos com a capacidade de arregimentação de um Bolsonaro. Argentinos,

PROPAGANDISTA DO GOLPE

O Brasil não se submeteria silencioso à afronta da comemoração de um golpe se tivesse mais gente com o destemor dos procuradores da República Deborah Duprat, Domingos Sávio da Silveira, Marlon Weichert e Eugênia Gonzaga. Os quatro assinam uma nota dura em que condenam a orientação de Bolsonaro para que os militares comemorem o golpe

As escolas do Rio ficam agora à espera do bom jornalismo (e da ciência política) para que se compreenda a dimensão da trincheira que criaram na resistência democrática. E que resistência. O que se viu na Sapucaí é a arte popular tentando sobreviver ao avanço do moralismo neopentecostal e da extrema direita aliada aos milicianos,