PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE OS TORTURADORES

Só no Brasil, em toda a América do Sul, um vice-presidente da República é capaz de elogiar um torturador como se fosse um herói nacional. Tudo porque aqui os assassinos da ditadura, entre os quais Brilhante Ustra, elogiado por Hamilton Mourão, ficaram impunes. Mas começam a surgir iniciativas no sentido de julgar e condenar os

A PROFESSORA, A MÃE, O JUIZ E OS TORTURADORES

A professora Elena Cándida Quinteros era militante anarquista e tinha 31 anos quando foi presa e desapareceu de uma unidade do Exército em Montevidéu, em junho de 1976. Quem aparece na foto carregando o cartaz com seu nome em uma manifestação em Montevidéu, nos anos 80, é sua mãe, dona Tota Quinteros. Tota foi uma

ELES SEMPRE TENTAM ESCONDER OS MORTOS

Os militares e seus cúmplices civis tentaram esconder o número de mortos na ditadura, assim como agora Bolsonaro tenta esconder os números dos que morrem pela Covid-19. Os ditadores tentaram esconder como torturavam, como faziam desaparecer os que consideravam inimigos e como matavam. Não conseguiram. Não podemos esquecer que o projeto Brasil Nunca Mais, que

Livres e impunes

Todas as certidões de óbito dos torturados pela ditadura terão de ser retificadas pelos cartórios de São Paulo. É uma ordem do corregedor do Tribunal de Justiça, Geraldo Pereira Franco, que atendeu a apelo das famílias dos assassinados. O documento deve fazer constar que houve “morte não natural, violenta, causada pelo Estado”. E os torturadores?

Precisamos falar de ditadura, tortura, reparação e anistia

A ascensão de figuras da extrema direita na política brasileira nunca será compreendida (para que não sejam aceitas com naturalidade) sem o entendimento de nossas omissões. E uma das omissões mais graves foi a negação do debate sobre as impunidades da ditadura. Dessas impunidades surgiram sujeitos com a capacidade de arregimentação de um Bolsonaro. Argentinos,

Os cúmplices

As investigações do Ministério Público sobre a participação da Volkswagen como colaboradora direta da repressão, durante a ditadura, criam uma expectativa que até bem pouco tempo parecia improvável. Apurações da Comissão da Verdade, entendidas até hoje como conclusões inconsequentes, podem abrir uma porteira fechada desde o golpe de 1964. É a que levaria às empresas

Serra, o valente

Depois de sugerir que havia sérios riscos de um conflito com a Bolívia, o chanceler José Serra enfrenta agora o perigoso Uruguai. A diplomacia brasileira da turma do interino vai mostrando uma face de envergonhar a história do Itamaraty. Mas é assim que finalmente alguns entendem como o tucano chanceler sobreviveu por anos como sendo

O que não aprendemos

Suzana Lisbôa, viúva do militante político Luiz Eurico Tejera Lisbôa, assassinado pela ditadura, participou de um debate com o jornalista Rafael Guimaraens, no lançamento do novo livro dele, O Sargento, o Marechal e o Faquir (Libretos). Foi agora à noite, na Fundação Ecarta. Suzana procurou e encontrou o corpo do marido desaparecido em 1972, um