NÃO PODEMOS PARAR DE FALAR DOS TORTURADORES

Bolsonaro voltou a debochar das torturas sofridas por Dilma Rousseff, e Gilmar Mendes o advertiu de que esse é um dos crimes imprescritíveis. Isso quer dizer o quê? Na Argentina e no Chile (e até no Uruguai, onde também houve anistia), pode querer dizer que os torturadores serão julgados e presos. No Brasil, Mendes sabe

O QUE MIRIAM LEITÃO NÃO DISSE SOBRE DILMA ROUSSEFF

A jornalista Miriam Leitão fez uma concessão a Dilma Rousseff, com quem discorda de quase em tudo. São discordâncias de fundo, não de superfície, porque envolvem questões fundamentais da política, da economia, das relações humanas e dos compromissos com a democracia e o povo. Mas Miriam Leitão mostrou que concorda com Dilma em uma questão.

PRECISAMOS CONVERSAR SOBRE OS TORTURADORES

Só no Brasil, em toda a América do Sul, um vice-presidente da República é capaz de elogiar um torturador como se fosse um herói nacional. Tudo porque aqui os assassinos da ditadura, entre os quais Brilhante Ustra, elogiado por Hamilton Mourão, ficaram impunes. Mas começam a surgir iniciativas no sentido de julgar e condenar os

ELES SEMPRE TENTAM ESCONDER OS MORTOS

Os militares e seus cúmplices civis tentaram esconder o número de mortos na ditadura, assim como agora Bolsonaro tenta esconder os números dos que morrem pela Covid-19. Os ditadores tentaram esconder como torturavam, como faziam desaparecer os que consideravam inimigos e como matavam. Não conseguiram. Não podemos esquecer que o projeto Brasil Nunca Mais, que

QUANDO EXALTAR A TORTURA NÃO BASTA

Regina Duarte deixa o comando da Cultura, mas vai ser feliz na chefia da Cinemateca Brasileira. Se não der certo lá, irá para o comando de alguma área qualquer, desde que fique no governo, porque Regina não tem para onde voltar. Regina Duarte é a derrota das nossas ilusões com uma figura que a arte

Livres e impunes

Todas as certidões de óbito dos torturados pela ditadura terão de ser retificadas pelos cartórios de São Paulo. É uma ordem do corregedor do Tribunal de Justiça, Geraldo Pereira Franco, que atendeu a apelo das famílias dos assassinados. O documento deve fazer constar que houve “morte não natural, violenta, causada pelo Estado”. E os torturadores?

O que não aprendemos

Suzana Lisbôa, viúva do militante político Luiz Eurico Tejera Lisbôa, assassinado pela ditadura, participou de um debate com o jornalista Rafael Guimaraens, no lançamento do novo livro dele, O Sargento, o Marechal e o Faquir (Libretos). Foi agora à noite, na Fundação Ecarta. Suzana procurou e encontrou o corpo do marido desaparecido em 1972, um