OS CHILENOS E OS SOLDADOS DE HELENO

O Brasil enviou mais de 37 mil soldados ao Haiti entre 2004 e 2017, como parte das forças da ONU, a MINUSTAH, comandadas por muito tempo pelo general Augusto Heleno. O chile enviou um terço desse contingente.
As denúncias de que os soldados deixaram centenas de filhos no Haiti, resultantes em muitos casos de estupros de meninas de 12 ou 13 anos, atingem principalmente os brasileiros, talvez porque eram em maior número. Outros países tinham militares no Haiti, entre os quais Uruguai, Peru e Argentina.
Pois li ontem no jornal chileno El Mostrador que um grupo especial foi formado pela Comissão de Relações Exteriores da Câmara do Chile para investigar os crimes cometidos pelos seus soldados no Haiti.
E o Brasil, que sabe de outros casos bárbaros durante a intervenção da ONU, faz o quê?
Aqui não se sabe de nenhum movimento no sentido de investigar (e não só denunciar) o que os chilenos tentam saber das atrocidades cometidas pelos soldados da paz.

O PAI E OS FILHOS

O filho mais velho foi empurrado para a gestão das relações do pai com as milícias e acabou sendo denunciado como líder de uma quadrilha de laranjas.
Outro filho foi iludido a achar que poderia ser embaixador e, como não teria chance de aprovação no Senado, é hoje, por ordem do pai, o líder do PSL, mas não lidera ninguém na Câmara, nem os inimigos do delegado Waldir.
O terceiro filho assumiu a função de laranja dos ódios, das agressões e das mentiras do pai nas redes sociais e fica exposto todos os dias aos que debocham das suas bobagens no Twitter.
Todos os filhos de Bolsonaro se submetem aos desejos e às loucuras do pai.
Bolsonaro parece favorecer, mas na verdade explora e maltrata os filhos, que também serão comidos pela direita que comeu Aécio, Cunha e o jaburu.
Todos, o pai e os filhos, serão comidos pela direita.