As visitas

A força-tarefa da Lava-Jato no Ministério Público nos diverte. A queixa agora é esta: políticos estão visitando Lula, alguns sob o argumento de que são advogados.
Quem a força força-tarefa acha que devem ser os visitantes de Lula? Lula é um preso político, que passou a vida fazendo política, desde o sindicalismo.
É claro que os visitantes de Lula são amigos que fazem política e muitos são advogados. Ah, mas são do PT. A força-tarefa imaginava que Lula poderia ser visitado pelos tucanos que confraternizam com Sergio Moro?
Claro que os amigos de Lula são em maioria do PT. É tudo gente que convive com ele há décadas.
A força-tarefa da Lava-Jato é simplória. Só falta o Ministério Público escolher quem deve visitar Lula.

Pressa seletiva

Quantos pobres e negros e quantas mulheres aguardam do Ministério Público e do Judiciário a mesma pressa com que eles encaminham e julgam qualquer caso envolvendo Lula.
Como acontece agora, quando correm para impedir que ele concorra a presidente.
O golpe togado só tem pressa contra Dilma, contra Lula e contra o PT. Mas o golpe será um dia golpeado pela própria pressa.

Manu

Hoje, na caminhada pelo centro com Miguel Rossetto, Ana Affonso, Olívio, Abigail e candidatos a deputado federal e estadual por PT e PCdoB, eu ganhei a minha versão da foto de Lula com Manuela em Porto Alegre, em janeiro, três meses antes do encarceramento do presidente.
A foto do Lula é da Adriana Franciosi. A minha com a Manuela é do Emílio Pedroso, meu amigo e baita parceiro na campanha a deputado estadual.
Para quem quiser saber o que eu disse à Manuela, aqui está: “Estou bem faceiro por caminhar ao lado da tua energia e da tua alegria”.
Ela sorriu e me disse: “Eu também”. E seguimos cantando os cânticos dos democratas. Olívio era o que mais cantava.

Começou

Minha candidatura está oficialmente registrada no TRE. Meu número como candidato a deputado estadual pelo PT do Rio Grande do Sul é 13300.
Começa agora a campanha que vale mesmo, com o início efetivo da propaganda eleitoral. A tal pré-campanha, dos últimos três meses, era na verdade uma campanha pela metade, com as restrições da lei que pune quem não tem mandato.
Vamos com Lula, com Haddad, com Manuela, com Rossetto para o Piratini e com Paim e Abigail para o Senado.
Obrigado aos que me honram com a companhia nessa caminhada.
Estaremos juntos pela reconstrução do Rio Grande da diversidade e contra o racismo, a homofobia, a xenofofia e todos os ódios.

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O CRACHÁ

Este crachá tem 16 anos. Foi minha identificação de jornalista na cobertura da arrancada da campanha de Lula em 2002, no dia 24 de julho em Ijuí. Era o lançamento nacional da caminhada à presidência da República.
Eu estava na cidade (onde morei por 10 anos, até 1986) como repórter de Zero Hora.
Não costumo guardar fotos e lembranças de coberturas. Mas o crachá ficou comigo e o apresento agora simbolicamente, nesta quarta-feira, 15 de agosto, data do registro oficial da candidatura de Lula em Brasília.
Precisamos ir até o fim na defesa do direito de ter Lula candidato. É o que o povo quer, para definir a eleição no primeiro turno e começar logo a reconstrução do Brasil destruído pelo golpe.

MAIS UM CAFAJESTE

Mais esta agora. O agente Newton Ishii, o japonês da Federal, adorado pela direita, que em algum momento chegou a competir com Sergio Moro como ídolo dos paneleiros e golpistas, foi agente da ditadura.
É o que ele vai contar amanhã na entrevista que vai ao ar no Conversa com Bial. Quem antecipa a confissão, já gravada, é o jornalista Ancelmo Gois.
O homem, que já foi condenado por corrupção, diz com certo orgulho: “Trabalhei, na época da ditadura militar, em diretório estudantil como infiltrado entre os estudantes. Frequentava as reuniões e depois passava as informações”.
E dizem que já naquela época eles estavam preocupados com a Ursal.
Esses ídolos do tempo antigo da direita já foram perigosos, hoje são apenas simplórios e divertidos.
Os perigosos hoje são outros. Todos sabemos.

O livro

Se a ideia não tivesse sido do meu amigo Luiz Eduardo Robinson Achutti, o livro sobre Lula poderia ser a repetição de uma exclusão.
Explico. Achutti teve uma das grandes ideais do ano, ao sugerir e organizar um livro de fotos inéditas em que Lula é o personagem.
Como Achutti é professor da UFRGS, abriu-se a chance para participação do pessoal daqui. E estou sabendo por ele mesmo que tem muita gente do Sul entre os 35 fotógrafos que participam.
Se tivesse sido uma ideia de alguém do Rio ou de São Paulo, esse livro com preciosidades seria de uma panela dos mesmos de sempre.
É uma queixa recorrente. Mesmo na hora de combater o golpe, as panelas estão a postos, com gente manjada olhando para os umbigos dos amigos.
Um golaço do Achutti e de todos os que participaram. Ele avisará mais adiante onde o livro estará online para ser baixado em PDF.

KÁTIA E O HUMOR

Desde ontem, o assunto é a foto de Kátia Abreu bem jovem ao lado de Ciro Gomes. Por favor, vamos encarar o assunto com a leveza que merece. Não fiquem irritados com os que se divertem com a imagem retocada.
Ninguém está desqualificando Ciro Gomes e Kátia Abreu. Eu mesmo não participo de nenhum entrevero que levante falsas controvérsias sobre as posições do candidato do PDT.
Resumindo: não me convidem para debater falsas questões políticas sobre gente da esquerda. Eu só bato na direita.
Mas a foto é divertida. Configura mais um erro grosseiro de marqueteiros amadores. Que eles, e não os que se divertem com a barbeiragem, sejam atacados.
Os marqueteiros de mão peluda deveriam ser maquiados, fotoshopados e colocados em segundo plano por um tempo, antes que contaminem (como já estão contaminando) também alguns jornalistas com suas ideias esdrúxulas.