Mujica

Esta é a faixa que 40 integrantes da Confraria da Praça Nova, do Alegrete, levarão a Livramento nesta terça-feira, para o evento em que Pepe Mujica receberá o primeiro título de doutor honoris causa concedido pela Universidade Federal do Pampa (Unipampa).
Esta turma e o meu amigo Tom Madalena, que estará lá em nome da Editora Diadorim, entregarão ao homenageado meu livro de crônicas Todos Querem Ser Mujica. No Alegrete, poucos não são Mujica.
Há coisas, como esta confraria que ocupou uma praça, que só existem no Alegrete.

O grande duelo

Está claro que o novo delegado da Polícia Federal chegou para desqualificar o Ministério Público.

Mas o desfecho desta guerra não depende apenas das respostas de Rodrigo Janot e de seus arqueiros, os primeiros atacados pelo policial.

A atual chefe do MP, Raquel Dodge, terá de defender seu reduto ou sucumbir aos ataques do delegado escolhido para blindar o jaburu.

O alvo do Fernando Segóvia é todo o MP e não só Janot. Partes do MP e do Judiciário não contaminadas pelas ações seletivas da Lava-Jato sabem que o Quadrilhão continua aparelhando as instituições, sem reações fortes de quem deveria defendê-las.

O delegado poderá empurrar o Ministério Público para a total degradação? Se o MP não reagir com força, o chamado grande público entenderá que a PF é quem passa a dizer o que Raquel Dodge deve fazer.

Começa agora o melhor duelo desde o golpe de agosto.

Delegado defensor

Na primeira declaração como chefe da mais importante polícia do país, o delegado indicado pelo jaburu diz que vai combater a corrupção e defende explicitamente o jaburu denunciado pelo Ministério Público como chefe de uma quadrilha.
Na primeira entrevista!!! O delegado Fernando Segóvia poderia ter esperado um tempo. Mas o golpe não se preocupa mais nem com as aparências.
É desmoralizante para o MP e o Judiciário. Quem vai desaparelhar o Estado que o Quadrilhão aparelhou, com o Supremo e com tudo?

Malas

É sobre malas a primeira declaração de impacto do novo diretor da Polícia Federal, Fernando Segóvia. Segundo ele, “uma única mala” talvez não dê o que ele chama de materialidade, para definir se há ou não um crime. Por isso uma mala não é suficiente para incriminar o jaburu.
Conclui-se que a Polícia Federal só lida com muitas malas. Tipo as malas do Geddel. Uma mala para o jaburu (carregada pela mula Rocha Loures) e uma mala para Aécio (levada pelo primo-mula Fred Pacheco) não são grande coisa, segundo o novo diretor da PF.
E nós aqui achando que uma mala é uma mala. Uma mala com R$ 500 mil, pelos novos critérios para definir crime, talvez não seja nem uma pochete. O que será que a turma de Curitiba tem a dizer dos conceitos do delegado sobre mala e malas?

Zumbi e Décio Freitas

O Brasil deve a um gaúcho boa parte do resgate da história da resistência de Zumbi. O grande Décio Freitas (saudade da agilidade mental dele) escreveu Palmares, a Guerra dos Escravos.
Mas o Rio Grande do Sul, como muitos já observaram hoje, ignora Zumbi e o Dia da Consciência Negra.
O Rio Grande só quer saber como vão instalar carregadores de celular em tudo que é parada de ônibus de toda parte, e não só em Porto Alegre.

Jocosos

Quando não tenho nada para pensar, como numa segunda-feira ensolarada, penso na frase de Sergio Moro sobre Aécio, ao explicar em recente entrevista à TV a famosa foto com o mineirinho. Esta é a frase:
“O senador é uma pessoa espirituosa e tem seus momentos jocosos”.
O que Aécio teria dito de jocoso para Sergio Moro? Sergio Moro tem tanto tempo de convivência com Aécio (e com que frequência?) para poder defini-lo com tanto carinho e tanta graça?
E às vezes, quando não tenho nada para pensar, em penso também em Tacla Duran. Este eu acho mais jocoso do que Aécio. Mas não sei se o juiz tem a mesma opinião.