A velha tática da Globo

Para defender Miriam Leitão dos ataques de Bolsonaro, a Globo faz no Jornal Nacional o que sempre fez. Atacou Lula e o PT porque no século 20 também teriam atacado a jornalista.
Ninguém manda Miriam Leitão ser isentona, fofa e golpista.
Ela e a Globo merecem os Bolsonaros, o pai e os filhos, que ajudaram a criar. A criatura é deles. Que se entendam.
A Globo defendeu Glenn Greenwald dos ataques das hienas bolsonaristas em Paraty? Não disse nada. Acovardou-se.
Bolsonaro é uma invenção dos que inventaram o golpe e se submeteram ao comando da extrema direita e dos fascistas.
A Globo e Bolsonaro pertencem, na origem, à mesma turma e agora estão apenas em facções inimigas.

GREENWALD É CRUEL COM AS TARAS BOLSONARISTAS

O jornalista Glenn Greenwald cometeu a maior crueldade com os militantes da extrema direita nas redes sociais. Ao dizer que o Intercept não irá divulgar mensagens que contenham intimidades do pessoal da Lava-Jato, Greenwald cortou o barato do bolsonarismo.

O jornalista deixou claro que não fará com Moro, Dallagnol e suas turmas o que Moro fez com Lula, ao grampear e enviar para a Globo diálogos sem nenhuma conotação política. Essa decisão do Intercept foi anunciada desde o começo, mas a extrema direita ainda tinha esperança.

Os bolsonaristas querem mensagens que acionem suas taras. Os textos falsos que estariam circulando pela internet, com informações sobre intimidades de lava-jatistas, mexeram com as fantasias dos adoradores de Bolsonaro.

Muitas das analogias primárias que eles tentam fazer, para refletir sobre qualquer assunto, passam pela ideia da sacanagem. O próprio Bolsonaro é o autor da frase que melhor expressa essa fantasia doentia. “O Brasil é uma virgem que todo tarado quer”.

Machismo, estupro, homofobia, violência são componentes presentes publicamente nas taras da extrema direita. Por isso Greenwald frustra muita gente excitada ao sonegar a possibilidade de divulgação de mensagens íntimas.

O bolsonarista quer mensagens íntimas, as mais devassas possíveis, mesmo que sejam contra os gurus deles. Eles só conseguirão entender o que se passava na Lava-Jato se tiverem acesso a sacanagens.

O bizarro é o combustível do fascista. Como o Intercept não irá divulgar nada do que eles pedem, é provável que eles mesmos passem a criar mensagens com suas obsessões. O fascista é um depravado exibicionista e insaciável.

DALLAGNOL CONTINUARÁ MUITO POBRE

Deltan Dallagnol vai continuar procurador, vai manter suas palestras (agora gratuitas), será aplaudido no avião, passará a mão na cabeça das crianças no shopping e um dia poderá almejar até a chefia da Procuradoria-Geral da República. Poderá. Tudo é possível.

Mas por um bom tempo Dallagnol terá de desistir de ser um homem rico ou gestor de fundos bilionários. Por um descuido da sua soberba, o procurador perdeu a chance de cuidar de uma fundação com os R$ 2,5 bilhões da Petrobras. E agora perde, pela mania de escrever mensagens sobre seus sonhos, o plano de arrecadação de grana pesada com suas palestras mágicas.

O Intercept pode não ter destruído a carreira do procurador, porque o corporativismo irá salvá-lo, mas nunca mais Dallagnol poderá sonhar com a arrecadação de até R$ 400 mil por ano, ou 400k, como ele dizia nas mensagens que enviava à esposa.

Dallagnol nunca mais poderá juntar dinheiro com suas falas rasas de autoajuda em que misturava moralismo e religiosidade. Acabou-se o plano do Dallagnol empreendedor.

Dallagnol nunca mais irá estabelecer metas, passar seus planos à própria mulher e aos colegas sócios das suas ideias, nunca mais poderá imaginar-se dono de uma empresa com fachada de entidade filantrópica.

Pulverizou-se o Dallagnol que se apresentava como um altruísta, mas queria ganhar dinheiro com a fama conseguida pela Lava-Jato.

A ambição desmedida do procurador o consumiu. Ele terá de descobrir outra forma de ganhar dinheiro fora da sua atividade como procurador, ou continuará pobre de marré marré com seu salário de apenas R$ 33.689,11 por mês.

Mas como desenhou o chargista Montanaro, da Folha, Dallagnol poderá então se dedicar a um plano B. E o plano B pode ser a criação de uma igreja em que ele passará a recolher o dízimo.

Um lugar para atrair fieis eles já têm há muito tempo. É o templo do total respeito às leis, à serenidade, ao bom senso e à moralidade com sede em Curitiba.

É o templo das delações e das rezas da Lava-Jato. Que as beatas do bolsonarismo os sustentem.

A TURMA DE TABATA

Se as esquerdas não acordarem, terão pedaços importantes engolidos pelo movimento de “centro”, que tem Tabata Amaral como estrela e expoente.
Esse centro de bacanas começa a namorar com setores do que seria ou viria a ser uma presumida centro-esquerda.
Quem duvidar de que isso seja possível poderá ter mais uma surpresa, depois do susto que revelou o tamanho da direita e da extrema direita na eleição do ano passado.
O que parte da direita chama até de centro progressista pode ser menor do que acham que é, mas é maior do que parece. E tem muito dinheiro.
A controvérsia criada pela decisão de Tabata de apoiar a reforma da previdência (apesar de a deputada ser do PDT, contrário à armadilha liberal) só atiçou ainda mais os ânimos dessa turma.
Os empresários saíram em socorro de Tabata e podem estar avisando: preparem-se porque iremos jogar pesado nas eleições municipais.

É A IGNORÂNCIA, ESTÚPIDO

A extrema direita prospera, a partir do bolsonarismo sustentado pela classe média branca e reacionária, porque tem a adesão dos que nada sabem sobre as causas da realidade em que vivem e têm preguiça até de querer saber.

Meu texto no Extra Classe:

https://www.extraclasse.org.br/opiniao/2019/07/e-a-ignorancia-estupido/?fbclid=IwAR0Y_9I3klmE4ThyLkO10xD7_JNzOFprqq6ul3gCbVU1ho3qLE9rbiviK9o

O juiz rigoroso, pero…

O doleiro Alberto Youssef e o ladrão avulso Pedro Barusco, soltos e sem qualquer pena a cumprir, devem estar gargalhando sobre essa declaração do ex-juiz Sergio Moro.
Está na Folha:
O ministro da Justiça, Sergio Moro, afirmou nesta quinta-feira que juízes têm o dever de recusar ou exigir mudanças em acordos de colaboração premiada que ofereçam benefícios excessivos a criminosos interessados em cooperar com a Justiça.
Youssef e Barusco são dois dos muitos delatores que Moro tratou a pão de ló em Curitiba.
Mas há delatores e delatores.

A HORA DE VERA DAISY

Vera Daisy Barcellos será eleita hoje, em chapa única, presidente do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul. Vera tem uma trajetória bonita como jornalista e como militante da democracia.
É a hora de contar com seu talento e a sua capacidade de luta, num momento em que o jornalismo ressurge com força contra o fascismo. Vera Daisy vai liderar uma turma de combate na diretoria do sindicato.
Compartilho abaixo o roteiro para a votação, que deve ser feita pela internet até as 18h de hoje.
Informamos que a eleição para a escolha da nova diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SINDJORS) irá acontecer pela internet entre a 1h do dia 16 de julho até as 18h do dia 18 de julho de 2019.
1º) Recebimento de senha provisória
Será enviada no dia 8 de julho de 2019 por e-mail e SMS no telefone que consta no cadastro do SINDJORS uma senha provisória individual. Ela deverá ser substituída por uma senha pessoal.
Além da senha, o usuário precisará informar o seu CPF. Para acessar o sistema será necessário digitar CPF e senha definitiva.
Para recuperar a senha, entre no site do sindicato:
www.jornalistas-rs.org.br/
2º) Link do Sistema de votação
A partir do dia 8 de julho estará disponível o link da eleição no site do Sindicato: www.jornalistas-rs.org.br/
3º) Escolha da chapa e da Comissão Estadual de Ética
Após o eleitor votar em uma das opções (chapa/branco ou nulo), irá mudar a tela para a escolha dos integrantes da Comissão Estadual de Ética. Você poderá votar em até cinco nomes dentre os candidatos e as candidatas.
4º) Comprovante de votação
Após realizar as etapas de votação, você poderá optar para receber um comprovante de voto impresso ou por e-mail.
5º) Suporte aos eleitores 0800
A empresa do Sistema Eleja Online disponibilizará suporte aos eleitores pelo 0800 941-3003 durante o período de 8 a 18 de julho, no horário das 9h às 18h.
Observação: é necessário ligar de telefone fixo.

O ATORMENTADO

Se a Vaza-Jato já fosse uma investigação criminal (em algum momento será), o procurador Carlos Fernando dos Santos Lima poderia ser um candidato a delator.
Santos Lima é o servidor atormentado pelas arbitrariedades de Sergio Moro, como revelam as conversas divulgadas hoje pela Folha.
O procurador da Lava-Jato sabia que Moro era um autoritário que passava por cima das leis e do bom senso quando impunha como deveriam ser os acordos de delação.
Mas ele era apenas um servidor desconfortável entre procuradores submissos, que cumpriam as ordens do juiz porque Dallagnol achava que assim deveria ser.
Dallagnol foi dominado por Moro e acabou constrangendo os colegas que deveria liderar.
As falas de Santos Lima nas conversas vazadas mostram que os métodos de Moro deixaram sequelas profundas na força-tarefa do Ministério Público.
O procurador aposentado Santos Lima deveria falar, em respeito ao Ministério Público.