O POVO

Por que o jaburu comanda o desmanche das leis trabalhistas, da Previdência, do SUS, da educação pública e da Petrobras com a maior naturalidade? Porque o jaburu não teme o povo. Assim como o gestor de Porto Alegre não teme. Tampouco o gestor de São Paulo.

Até pouco tempo, na maioria das vezes por demagogia, diziam que os políticos faziam isso e aquilo pelo povo. Que estavam pensando nas demandas das cidades, do Estado e do país. E sempre preocupados com a reação popular.

Hoje, os gestores pensam apenas nas demandas do mercado, em especial o mercado financeiro. O que interessa a eles é atender às demandas dos bancos, dos vendedores de planos de saúde e de previdência, dos especuladores imobiliários e de outros interesses ligados aos patos da Fiesp (são muitos os patos e seus ramificações regionais).

Gestor nenhuma está preocupado com o que o povo pensa, porque o povo não rege a mais nada. O povo passou a ser uma entidade etérea, sem vontades políticas, um amontoado sem poder de reclamar e muito menos de derrubar governantes.

O povo não quer mais nem saber de eleição. Há duas eleições, a maioria é do povo que não aparece para votar ou anula o voto ou vota em branco. O povo desistiu da democracia.

O povo, desde agosto do ano passado, quando Dilma Rousseff foi golpeada, é apenas um estorvo inerte para os gestores da direita. Ninguém mais tem medo do povo. Nem o jaburu, com seus 5% de aprovação.

 

 

 

Cristovam, o oval

Cristovam Buarque continua atacando Lula. Roberto Freire, Marta Suplicy, Fernando Gabeira (que agora é jornalista fofo), Raul Jungmann e Marina Silva são aprendizes da nova direita perto desse Cristovam Buarque.

Esta declaração do seu Cristovam está em entrevista dele para o próprio site: “Sigo me considerando de esquerda com base na definição que tenho e enquanto não existir outro nome para dizer isso. Nós temos que criar um projeto de coesão nacional, isso é o contrário da luta de classes. Chamo isso de esquerda, mas alguém pode chamar de “redondo” ou de qualquer outro adjetivo”.

Parece coisa de caduquice. Mas, enfim, podemos então passar a chamá-lo de Cristovam, o oval.

O gestor

O gestor de Porto Alegre produz uma manchete pela manhã, uma à tarde e uma à noite (pode inovar com manchetes da madrugada). Nenhuma a favor do povo.

A manchete da manhã foi a que anunciou, como ameaça, a redução de descontos ou o fim da isenção nas passagens de ônibus para estudantes e idosos.

A manchete da tarde trouxe outra ameaça, é o aumento de até 50% no IPTU.

E a da noite foi também, para variar, uma ameaça: já dizem que o gestor é candidato a governador.

Não há gestão que aguente um gestor como este.

 

Aos farsantes do ‘Podemos’ brasileiro

Um vídeo para desmascarar a direita que pirateou no Brasil o nome do Podemos espanhol. Um partido de esquerda na Espanha ganha aqui uma cópia clandestina feita pelos golpistas de agosto.

O deputado espanhol Rafa Mayoral dá o recado à turma de caras de pau de Álvaro Dias e seus cúmplices disfarçados de ‘novidade’ da política direitista.

http://video28.mais.uol.com.br/16278938.mp4?ver=2&r=http://mais.uol.com.br&hashId=15011921803173558

Ir embora pra onde?

Para onde se foge num momento como esse, se o vasto mundo, na hora da verdade, parece virar um minifúndio? Para onde se foge da quadrilha do jaburu, da empáfia impune de Aécio, do pato da Fiesp, da Justiça seletiva de Sergio Moro? Foge-se para Portugal, a nova terra de Evaristo Costa?

É o tema do meu texto no Extra Classe.

http://www.extraclasse.org.br/exclusivoweb/2017/07/ir-pra-onde/

Moro e Lula

Sergio Moro vai ouvir Lula de novo, dia 13 de setembro. Mas desta vez queria um interrogatório por videoconferência. O juiz argumenta que na primeira vez a Justiça gastou muito com o aparato de segurança em Curitiba.
Nas contas de somar de Moro, a democracia (que se expressa em momentos como esse também com as pessoas nas ruas, em qualquer parte do mundo) deve custar muito dinheiro.
O advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins, mandou dizer que Lula quer ser ouvido ao vivo. Só faltava ser ouvido pelo WhatsApp.

Marina poupada

Fiquei até agora vendo a entrevista de Marina Silva a Roberto d’Avila, na GloboNews (não sei se é reprise), para ouvir frases como “é preciso passar o país a limpo” e “ninguém está acima da lei”.
Nenhuma pergunta, uma só que fosse, sobre questões essenciais, que estão acima dos temas meramente políticos, como as sempre controversas questões de gênero, relações homoafetivas e respeito à singularidade de cada um.
Parece que os jornalistas brasileiros perderam a capacidade de perguntar (e não de interrogar, mas de perguntar mesmo), para não incomodar seus entrevistados com assuntos delicados.
E essas questões são sempre delicadas para a titubeante e enrolante Marina, que parece ter perdido vigor na defesa de ideias resumidas em frases do senso comum.

A selva da Lava-Jato

Perguntam se é bom se meter no já famoso caso Dallagnol (que teria ingressado no Ministério Público no tapetão), porque as informações partiram do Reinaldo Azevedo.
Sabe-se que Azevedo e Gilmar Mendes concentram esforços para estancar a Lava-Jato e evitar estragos do Ministério Público (e não de Dallagnol) na direita.
É isso mesmo. Mas não é argumento para tirar o interesse pela briga dele com Dallagnol. O melhor desse duelo é que envolve duas figuras trevosas do moralismo na selva da Lava-Jato.
Que briguem, se estraçalhem e, como diriam os argentinos, que percam os dois.